FELICIDADE

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Façamos da felicidade um cotidiano, onde não tenhamos que correr atrás, que não roguemos sua presença, que esteja por ser seu habitar.

Façamos da felicidade um sentimento permanente, mesmo que instantâneo, mesmo que momentâneo, mas eterno flash a nos alegrar várias vezes ao dia.

Façamos da felicidade a presença constante em todos os momentos, mesmo que triste seja, pois com esta presença as amarguras serão repletas de compreensão e entendimento; e não seremos apenas lágrimas de profunda amargura, seremos poço de alento a quem ao lado estiver a sofrer.

Façamos da felicidade o bem-estar do mundo, que seja só de nosso mundo, porém pode se estender ao mundo de outros, através de nossa energia contagiante.

Façamos da felicidade a igualdade dos povos, dos seres que às vezes em desconhecimento desta sublime sensação, não querem a ela se entregar com receio de serem dementes, por não se curvarem às desgraças que o mundo apresente.

Porém quem feliz é em essência; não se machuca com o que vê, simplesmente entende que faz parte do crescimento dos seres, que magoas profundas e feridas físicas são carmas, e a felicidade plena mesmo que não constante é mais que alento, é alimento que a alma nos mantem, é ver que tudo melhora se a este sentimento nos entregarmos quando sua presença sentirmos.

A felicidade é verdade que aprendemos e reside em nós, mas negamos que sustente a vida.

A felicidade é a curiosidade que nos leva a sentir Deus, a realidade eterna em nossa vida mutante de várias encarnações.

A MAGIA DA VIDA

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A magia da vida é ser um eterno alquimista; transmutar ódio em amor, raiva e rancor e alegria, tornar inimigos em desconhecidos; e amigos em eternos amores.

A magia da vida é viver para si; e ter lugar para todos; entender de si e nos outros se ver em erros há eliminar.

A magia da vida é ter escolhido entre tantos espermatozoides, exatamente aquele que teria mais condições a nos abrigar como espirito.

A magia da vida é viver com a felicidade ao nosso alcance, e só procurar e fazê-la crescer, que nosso corpo em saúde agradecerá.

A magia da vida é nunca ter visto o Criador, mas saber de sua existência em tudo que os sentidos captam.

A magia da vida é viver sempre à procura de novos limites e, saber que estes não são as últimas fronteiras; entender que estamos a ultrapassar nossos horizontes sempre e sempre.

A magia da vida é ter o prazer de viver por achar bom, a alegria de obstáculos vencer por acreditar serem para nosso crescimento, a felicidade de outros conhecer, outros universos ao nosso compartilhar, mesmo que não haja fusão enquanto encarnados.

A magia da vida é sair deste plano um dia, e saber que há algo mais esplendoroso que este; que nossa vida é rica e sábia lá; e nossas passagens por este sitio astral é pra valorizar aquela vida; para que possamos com a existência cada vez mais completa desta sem morte; sermos completos e eternos aqui; que entendamos o mundo além dos sentidos carnais, que tenhamos um dia mais de cinco sentidos.

A magia da vida é simplesmente saber que aceitamos todos os obstáculos a vencer por ter como futuro a eternidade, mesmo que duvidemos desta possibilidade; porém ao duvidar, passamos a acreditar ser mais um obstáculo a vencer, o da superação espiritual.

CINCO MOMENTOS DE AGONIA, SOLIDÃO E DECEPÇÃO.

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-I. Não sei se sei o que fazer da vida em momentos de aflição, é a sensação de tudo dever terminar, não sentir futuro, nem mesmo o passado que tenha sido bom neste momento de revisão.

Não sei se saberia recomeçar, se conseguiria aceitar o que até hoje com dificuldade concordei; se faria de tudo novamente para ter o pouco que conquistei.

Não sei se valeria a pena me atirar, me prostrar frente aos desejos do tal Criador, visto que pouco senti de sua presença em mim até o momento.

Não sei se oraria infindáveis prólogos em sua homenagem, para sua satisfação, posto que a minha é determinação de conquistar e não agradar simplesmente.

Não sei se saberia tudo refazer, se bem que nem sei porque fiz, quem sabe de outra feita possa compreender do porquê tanto sacrifício que pouco em mim resultou, pois me sinto mesmo inútil ser que procurava a verdade, e esta não sei se encontrei ou reconheci.

 

 

 

-II. Tenho vontades; mil necessidades, desejos contidos que não saberei se um dia exporei.

Tenho porque a serem sanados, perguntas a serem respondidas, e não creio que as tenha antes de minha passagem.

Tento encontrar comigo mesmo tantas vezes e acredito quem já o tenha feito, e não me reconheci, porquanto sou muito diferente do que vejo no espelho; muito além do que imagino ser.

Faço por merecer bom grado quando me entrego em sacrifício físico ou espiritual, na procura do que possa me satisfazer, e única consequência é desgaste a meu corpo ou decepção em minhas orações.

Se tudo faço errado porquê por aqui estou, porque em minhas carnes ainda hábito; será que este é meu pior penar?

Será que é o desejo d quem de mim tem birra e pirraça faz até que me entregue prostrado em sangue?

Ou é o tal carma que nunca soube compreender, jamais saberia explicar e devo viver até meu último dia?

 

 

 

-III. Na solidão cada um recebe seu quinhão, de sabedoria ou abandono, de alegria ou agonia.

Na solidão sentimentos afloram, em beleza e formosura ou desespero de não futuro.

Solidão é procura insana do intimo que não encontra, do desejo que se foi e não sabe para onde; ou a meditação feita sem posição corporal, simplesmente se entregar a si sem medida.

Solidão da vida ou na vida; estar só ou se sentir só; tantas possibilidades a nos enriquecer ou empobrecer, basta que saibamos o que procuramos em nosso silencio; e quando esta abandonarmos um tesouro poderemos ter trazido.

Ou não.

 

 

 

-IV. Magoas na vida temos de monte, sentimentos fortuitos a nos assolar, e no abandono a esta muita coisa perdemos se não soubermos nos controlar.

A lagrima que corre sem ser impedida, o sorriso sem brilho e os olhos que não brilham mais.

Verdades que procuramos, e que não achamos ou o que encontramos não nos faz bem; mas é vivencia a ser compreendida, sabedoria a ser adquirida.

E nas tantas viajem a si mesmo, muito podemos trazer, de verdades absolutas deste momento, ou mentiras descobertas sobre nós mesmos.

Viajamos mui tristes em nosso íntimo, porque fora de nós nenhuma pode ser tão melindrosa por encontrarmos só abandono do que não mais precisamos e esquecemos de esquecer.

 

 

 

-V. Tudo vai de nosso bem querer ou querer entender; porem nem sempre aceitamos o que vimos duvidamos.

Nosso intimo que se mostra como não gostaríamos e nos faz odiarmo-nos; flagelarmo-nos na procura do suicídio intimo impensado.

Mas nada se pode fazer, assim somos, e assim devemos ser, até encontrarmos com amor o que possa nos mudar interiormente.

É o crescimento que viemos procurar, trazendo tranqueiras do passado a nos aprisionar aqui por muitas encarnações, se não soubermos e quisermos verdadeiramente tudo aquilo abandonar.

A vida então se faz bela se soubermos com tudo isso viver e aprender, ou podre em essência se trancarmos os pés em todo este turbilhão de momentâneas verdades interiores.