SOU FORTE

duvidas5-thumb-296x300

Em mim procuro respostas tantas que duvido tê-las por completo; não que as desconheça, mas meus ouvidos são surdos a tantas contrariedades. Procuro saber de meus erros pela vida, mas tenho o entendimento que não haverá resposta que supere minha tola incredulidade.

Sou crente, mas descrente do que não me agrade; tenho fé, mas é abalável se me trouxer prejuízos materiais, físicos e emocionais; tenho certeza, ela é frágil, simplória, não sei lidar com complexas cobranças da vida.

Tenho vontade de tudo solucionar, porém as soluções corretas são sempre as que não me agradam, as outras são apenas paliativos pelo que notei em tantos e tantos momentos destas respostas.

Vivo na procura de mim, nunca me encontrando verdadeiramente, porque recuso olhar para meu interior a procurar minhas falhas, tanto que as observo em outras pessoas; recuso assumir estas por acreditar ser perfeito, não admito ser imperfeito, porque fui feito a imagem e semelhança do Criador, e isto tudo me confunde, me agride o bom senso que acredito ser coerente.

Mas não posso deixar de acreditar que estou aqui para um objetivo, crescer, pagar, e penar o que for preciso para livre do reencarne um dia ficar. 

Tenho de acreditar nas tais verdades que ouço, mesmo amargas que possam parecer, tenho de ser meu juiz sem meias palavras quando me impuser facetas a desempenhar, e meu carrasco quando for maltratado por mim nos momentos de paga.

Entendo; porém assumo ser difícil aceitar, compreendo que estou a pagar, mas sempre acredito que possa ludibriar meu carma, meu espirito, e não passar por tantas penalizações que a vida, que a minha vida exige.

Sou descrente, mas deverei acreditar, não tenho fé, mas devo firmar minha meta em tudo solucionar, somente assim conseguirei me encontrar, e ver que posso ser feliz mais do que sou, tendo uma alegria consistente, uma felicidade coerente, e não falsos sentimentos de bem-estar, que se vão ao primeiro desapontar da vida.

Sou eterno mesmo desencarnando, sou forte mesmo enfraquecendo por estar procurando minhas verdades dentro de mim; sou filho de Deus por assumir erros do passado que procuro agora corrigir.

CRER E DUVIDAR

1601508_617145515025821_2018547715_n

Em tudo que achamos entender pouco sabemos, pouco nos afiançamos do que os sentidos nos dizem, é a desconfiança do tudo, de todos e até de nós.

O crer é opcional, é fatídico momento de se entregar no que acha poder ser, é ver com os olhos físicos; porém ter de crer com os olhos da alma, e estes não concordam no fundo o que vê.

Ser sábio é opção de querer crescer, ser sábio para duvidar e na procura se inteirar do que está a ser apresentado, é integrar corpo e alma e não somente os sentidos que pouco analisam; apenas coletam informações.

Ser perspicaz para não ser tolo ao vivenciar, entender e se dedicar para compreender quando indagado for por seu consciente, e na dúvida do que sabe, é melhor dizer não sei, pois que o erro será perdoado, será compreendido e não será punido por tal.

Viver em dúvida do que sabe não é errado, é cuidado, o de não em armadilha cair, pois quem tem dúvidas não erra porque não arrisca, porém, dúvida não traz lucro de crescimento, é o estudo que faz este entendimento; e nesta forma de pensar pouco se vai caminhar.

Tirar dúvidas sempre que se apresentarem, se mostrarem, pois que elas só se apresentam para nos testar o saber, o entender, e se não formos atrás destes; não estaremos nos arriscando a entender, nem mesmo a crescer.

Duvidar é conclusão, decisão, prova de que somos sábios em saber que é uma duvidosa colocação, que é proposital quem sabe interrogação; para nos testar mais uma vez, para que em vida longa que tenhamos, aprendamos a discernir o correto do incerto, a dúvida da incoerência, e só tenhamos certeza quando nenhuma dúvida restar; nenhuma possibilidade de erro se apresentar.

Temos o poder de decisão, é nosso livre arbítrio; desejar procurar a verdade ou viver na mentira, de encontrar compreensões a perguntas difíceis, ou entender que não tem solução; e divagar sempre no mesmo sentido, no sentido de se chegar a lugar algum.

O QUE É OCULTISMO?

WIN_20140220_141715

A própria palavra sugere ocultar, ou esconder algo que deve ser preservado.
A sabedoria mais profunda é de difícil compreensão, porém de fácil acesso, quando se oculta algo, se quer deixar exposto, mas de difícil compreensão.
Aí surge o hermetismo ético; palavra derivada do nome Hermes Trimegistos, nome dado também a Enock, terceiro filho de Adão.
Então temos Adão como princípio espiritual, Eva como princípio material, Caim como o mal porque matou Abel, este como o bem pela morte sofrida e Enock como a sabedoria de todo este conhecimento, e que em seus versos descreve o ocultismo prático, ou o hermetismo ético; ou como lidar corretamente com forças ocultas deste plano.

As forças ocultas existem; marés, ventos que sopram em uma única direção, plantas que florescem somente em um período, o sol que vai até o trópico de capricórnio e depois o de câncer, a lua e sua influência sobre mulheres grávidas, que na lua cheia é verificado maior número de nascimentos; tudo isto e muito mais são comprovações das energias atuantes neste plano.

Na prática o ocultismo é algo simples e básico; utilizar destas forças de maneira sábia sem confrontar as leis divinas com magia negra; pois a branca e a negra se fazem da mesma forma, o ponto de divergência é a cabeça de seu manipulador.

O processo de uma oferenda é simples de dizer, porém complexo de entender.
Uma oferenda é um objeto, uma vela, uma oração; mas se não for direcionado corretamente, cairá no esquecimento astral, ou seja, não terá utilidade para o que se propôs pedir.

Tudo no plano astral acontece primeiro; como que se lá houvesse a coxia de um teatro; prepara-se o acontecimento para que na hora correta este se desenrole neste palco.
No plano astral tudo existe e tudo acontece; desta forma temos sonhos premonitórios e pode-se através de oráculos saber algo do futuro; se este puder ser mudado ou se houver capacidade e humildade de quem manipula o oráculo.
Ao perceber que algo errado pode acontecer; ou mesmo se desejar concretizar um plano, o operador faz uma oração, meditação, pensamento positivo ou outra forma de gerar energia orientada ao astral.

Estas forças criadas como que subissem um patamar, chegam ao plano astral e manipulam forças lá existentes, claro dentro das possibilidades cármicas de quem pediu; havendo respaldo moral para o acontecimento, lá é feita a mudança dos planos já engendrados, para que se atinjam as vontades do solicitante.
Em casos de impossibilidade de algo, o pedido quando aceito, pode ao menos amenizar o sofrimento se este for o caso; mudar carma nenhuma oferenda consegue; o que realiza quando pode é amenizar o acontecimento, ou dar forças para que se possa passar por aquele sofrimento.
Com oferendas materiais ocorre algo mais completo; os objetos “perecíveis” ao se deteriorarem, ou se queimarem têm suas energias vitais transportadas para o ar, o nada, o céu; e vão a outro plano astral; ao se concentrar nestes objetos que estarão em decomposição, suas energias ou pedidos, se fundirão a estes, indo para o plano astral e lá se dividindo, aí procurando realizar o que foi desejado.

Algumas religiões usam objetos perecíveis porque assim entraria também no fator devolver à natureza o que de lá foi tirado, levando assim à natureza etérea nossos desejos.
Viver bem é viver sob uma realidade ocultista saudável, e saber que existe um plano onde tudo acontece primeiro, e que de alguma forma se está o tempo todo manipulando estas energias; infelizmente a maioria das pessoas as manipulam em direção contraria; seria a suástica de Hitler que gerava energia negativa.

Trabalhando com uma esvástiva se pode perceber acontecimentos positivos em nossa vida.

Nós somos energia condensada como dizia a formula de Einstein, energia ativa sempre, através das células que nunca param, então podemos usar desta energia que somos, para gerar acontecimentos que nos agradem, que nos faça bem.
Porém milhares de anos nos separam desta perfeição; milhares de anos nos colocam em total abandono de nossas capacidades extra-sensoriais.
Quando Deus expulsou Adão e Eva do paraíso colocou que não mais poderiam se utilizar deste poder para realizar acontecimentos, teriam que trabalhar seu lado emocional para estes eventos.
Pior ficou quando Deus disse a Noé após o dilúvio que teriam que conversar com os anjos e não mais com Ele.
Neste ponto chegamos a ter de conversar com elementais da Natureza para que estes levem a Deus nossos pedidos; e oremos para coisa não piorar; pois quando estes elementais fecharem os ouvidos aos nossos resmungões cotidianos estaremos perdidos.

Todo ser vivente é um mago, o que manipula energias, seja em oferendas e pedidos ao astral, ou transformando milho em bolo; na culinária algo curioso acontece, ao manipularmos alimentos, estes ficam impregnados da energia de quem os manuseou; não é difícil um bolo não crescer nas mãos de um, mas crescer nas mãos de outro.
É possível também alterar o humor de alguém através do alimento; a pessoa trabalha este alimento; mas alguém sensível se sente mal, pois ele foi impregnado de emoções negativas; isto é o que acontece ao fazer magia com alimentos com fins de prejuízo a quem comê-los.
Felizmente todos têm um anjo da guarda, e este existe para que inocentes não sejam prejudicados.

Ocultismo é isto, o lado não compreendido das coisas, e que por bem devem continuar oculto para não serem deturpados; claro que existem formas poderosas e infalíveis de manipular estas energias, mas só estão acessíveis aos magos que compreendem também os riscos destas demandas; um mago branco nunca iria manipulá-las para o mal; sabe o preço a pagar.

Quanto ao mago negro; este tem poderes limitados, e um dia a divina providência o colocará diante de um mago branco; que mesmo tendo poderes menores, sua proteção é maior.

Tudo aqui é energia condensada ou não; um dia houve o Big-Bang de onde tudo surgiu, e outro dia outro Big-Bang haverá, pois, este plano de energias pesadas não mais terá utilidade para o crescimento espiritual.

REAL VALOR

Os talentos

Um dia de meu real valor saberei, no dia que esquecer de ser tão superior aos que próximos a mim estão. No dia que entender sobre a vida que levo e que dou aos que vivem comigo.

Um dia saberei do meu real valor, porém será talvez tarde, talvez muito além da possibilidade de algo fazer para resgatar este meu desvalorizado valor.

Será muito além das possibilidades de minha vida em saúde plena, a fazer tudo que devo em relação a compreender este mundo e de tudo que o cerca, de tudo que ele nos dá e do nada que devolvemos.

Um dia saberei de meu valor, e sei que logo após terei de descartar este valor, porque na tumba não há espaço para tão pouco, não há lugar para aquilo que não existe de benéfico.

Sei que sou o escravo dos talentos que guardou seu único valor, com receio de desmerecer o patrão, que deixou de fazer o que deveria por achar não saberia faze-lo, sei também que minha paga será perder até o que não tenho; que será saber de minha real condição humana como ser de medíocre inteligência, serei na volta a esta senda, apenas mais um endividado cármico.

Que sofrerei agruras sem fim até aprender a valorizar o talento que o mestre me dará, e faze-lo frutificar para ser pelo menos um escravo que fez nada além da obrigação, e merecer maior chance, maiores quantidades de talentos para poder aí sim, fazer por valer a confiança do Mestre em mim, e serei liberto, comprando minha vida eterna com os talentos que em forma de carma a ser pago terei resgatado.

Um dia saberei de meu real valor, e este dia será muito feliz, e saberei se tenho muito a pagar ou não, se tenho muito a vir aqui para penar ou se poderei retornar para ajudar aos que precisam muito de alento, de carinho de bem-estar espiritual, e que não encontraram, não souberam procurar, não se sentiram estimulados a vivenciar a vida plena, o perdão completo, e isto é a perda de todos os seus talentos, a perda do que nem tem; a perda da chance em conquistar a vida eterna.