SEMPRE SEGUIR EM FRENTE

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Ser só não dói, o que dói é ser só em si; não se encontrar nem em seu íntimo, posto que se não conseguimos quase tudo está perdido.

Se sentir abandonado não é o pior da vida, ruim é não encontrar pedaços abandonados de si pela vida; porque se não existem, nada foi deixado e terá que improvisar um amor, mesmo que seja pela vida.

Se sentir mal-amado pela vida não é o pior, é não acreditar que foi por descaso dela para consigo, que foi desprezo de Deus para com sua pessoa, e não acreditar que assim está porque se deixou ficar, se permitiu ser invadido e abandonado pelas lágrimas que até mesmo o coração recusou a derramar, mas sentiu ser necessário ao mundo isto mostrar.

Se ver solitário pelos cantos da vida não é o pior, ruim é ter o corpo intocável quando se quer que seja, sentir o coração sangrando quando em verdade não se sabe porque, ter a mente cheia de sonhos que são somente sonhos.

Todos temos motivos e motivação para algo, e quando não sentimos nenhum destes é hora de repensar e promover mudanças violentas na vida, o desprezo de algo ou alguém, a vontade de ser outro alguém, o desejo de ir para muito além do que somos hoje, e é assim que devemos fazer, mesmo que o corpo continue no mesmo lugar, a mente não precisa desta forma vivenciá-la.

Procuremos ser mais que antes, mesmo que sintamos ter sido tudo que pudemos; isto foi ontem, e hoje evoluído, podemos ir além, mais longe que o horizonte intocável de outrora.

A existência é sempre de descobertas, e todas nos inspiramos em nós mesmos, e executamos para benefício próprio, e assim deve ser sempre, evoluir o quanto pudermos, o quanto necessitarmos, mesmo que isto custe mais algum tempo e lágrimas, mas é o ideal a ser feito, a ser conquistado.

O SEXO

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No sexo devemos fazer o que nos faz bem, mesmo que o mundo condene, e se este assim o fizer é porque não foi feliz por não ter tentado, é infeliz por ter se resguardado no que diziam ser pecado.

No sexo devemos nos entregar, não nos pertencer se isto dá prazer sem sentirmos ser pecado; se tornar outra pessoa neste instante para mais deliciosamente o bom da vida saborear.

No sexo só é proibido fazer o que não gosta, e o que sente prazer mas traz desconforto, encontrar tesão para que o inconveniente se torne aliado no maltrato delicioso que se faz ao corpo.

No sexo só se condena o que não é bom ao emocional, porque mesmo o corpo não encontra prazer quando tudo deveria ser maravilhosamente gostoso, mas traz-nos inconveniente interior.

No sexo o prazer pode ser muito maior em ver o prazer do outro se deliciando com nossas caricias, entregando nosso corpo ao delírio do êxtase e não temendo crítica por nos tornarmos amante sem limite, sem medo, sem vergonha de ser feliz dando felicidade.

No sexo a vida se faz ou se refaz, se conserta ou se procura outra forma de ser completo.

No sexo o limite sempre vai além, porque neste além pode estar o prazer maior, o desejo sem fim e a resistência física que se esvai, mas continua a desejar mais.

No sexo quanto mais nos perdemos maior o prazer, quanto mais nos sentimos não donos de nós mais delicioso é o momento, quanto mais nos colocamos a servir a pessoa amada maior o prazer carnal, emocional e espiritual que nos é provido.

Sexo é evolução emocional, crescimento espiritual e embelezamento do corpo através das tantas químicas lançadas em nosso organismo durante os rituais de prazer que promovem transformação e bem-estar por horas e dias.

AMANDO E SE AMANDO

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Por entre encontros e desencontros da vida, muitos abraços e desafetos, muitos beijos e desgostos; muitas vontades consentidas e frustradas constatações.

Por braços e pernas amorosas um amor que não era profundo, e se extinguiu nos primeiros encontros, muitas promessas construídas na areia que o mar levou.

Nas bocas sedentas de amor e paixão, que era apenas fogo que pouco durou, que se esvaiu como o prazer que foi instantâneo e sem profundidade.

No sexo que era flamejante no primeiro instante; esfriando com o contato que foi rápido; o desejo de nada disso levar à frente. Simplesmente o prazer a ser sanado, como vontade pouca.

Mas as experiências se somam, enriquece quem sabe delas estudar os porquês, e dentre estes; a compreensão de que se quer mais que sexo sem valor, sem profundidade e almejar algo além da carne.

E se em verdade nada acontece por acaso, as lágrimas derramadas ao chão, foram para algo mais rico ser germinado; a sabedoria além do sexo sem amor, a vontade que perdura após muitas camas com a mesma pessoa.

A boca que sente saudade, o corpo que cansado não quer descansar, o desejo que se refaz ao primeiro molhado beijo.

O descanso é fatal, porém não demorado; a vontade é quase obrigatória, porque a paixão assim deseja; e tudo recomeça inúmeras vezes, reinicia para não ter hora de parar, e quando para é por exaustão total, não por extinção da vontade.

Se isso é amor, paixão, amantes insaciáveis ou procura de si persistentemente em outra pessoa não importa; o que vale é se sentir acima da moral colocada, do falso amor apregoado, de cada um dos envolvidos; porque não são homem e mulher, mas pessoas na procura da satisfação acima deles mesmos.

O sexo é criação de Deus, e nada se pode contestar quando algo deste quilate está ocorrendo, apenas deixar que siga seu curso, e todos quanto censurarem ou negarem os acontecimentos são amargurados, não tiveram a paixão docemente a lhes consumir, lhes roubar o sono em abraços deliciosos, em vontades perturbadoras ou beijos de adormecer os lábios.

Todas as verdades que se coloca, se propõe ou limita, perdem noção de horizontes quando nos entregamos ao amor, porque quem governa é o prazer de nos pertencermos a alguém, ser possuído sem receio de ser consumido; ficar enlouquecido com tantos abraços fortes, beijos deliciosos e roupas que desaparecem do corpo sem ao menos sabermos como isto ocorreu.

Tudo isto é a procura esperada, que muitas vezes se julgava não merecer, o prazer de a alguém pertencer, a vontade de criar raízes, mas continuar procurando a si neste plano, pois mesmo que seja alma gêmea; tudo no fim da existência terminará.

Mas tem-se que aproveitar, se amar, amar e perder os sentidos sempre que possível, porque deste plano nada se leva, só as emoções a nos enriquecer interiormente.

QUANTO MAIS…

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Quanto mais nosso coração for estimulado mais prazer no corpo teremos.
Quanto mais desejo tivermos pela pessoa amada, mais acessível se torna o corpo.
Quanto mais vontade tivermos de quem amamos, mais sensível ficaremos fisicamente, independente da distância.
Quanto maior o prazer nos momentos de amor, mais aceitaremos o que era dolorido ou imoral.
Quanto mais nos entregarmos a quem adoramos, menos desejo de ter exclusividade sobre o próprio corpo sentiremos.
Quanto mais entregarmos o corpo apaixonadamente, maior a sensação de felicidade.
Quanto mais formos invadidos fisicamente, maior o prazer que perdurará após tudo terminado.
Quanto mais invadidos sentimentalmente, mais loucas brincadeiras aceitaremos, e adoraremos o que antes era pecaminoso.
Quanto mais nos perdermos em posições ou conversas íntimas, mais nos encontraremos como pessoa saudável.
Quanto mais vivermos um amor de verdade, mais difícil será nos contentarmos com pouco.
Quanto mais amarmos uma pessoa, mais amaremos o mundo e a nós também.
Quanto mais carinhosas as palmadas, mais gostosa será esta doce violência, que só dará prazer.
Quanto mais intenso os beijos, maior a sensibilidade do corpo no ato praticado simultaneamente.

SEXUALIDADE x ESPIRITUALIDADE

 

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O celibato é mais que negar o ato sexual, é não trocar energia de grande poder interior com quem tenha pouca qualidade desta energia.

Quanto mais evoluído nos tornamos, maior nosso cuidado com quem compartilhamos a intimidade sexual.

Sexo não é proibido aos iluminados, mas há difícil convivência no depois do ato, se ambos não compartilharem verdadeiramente do mesmo prazer que foi trocado.

Aos evoluídos espiritualmente sexo não é entrega de corpos ao prazer simplesmente, mas o retorno momentâneo ao seio do Criador.

Devemos deitar com nossos equivalentes espirituais, para que no momento maior do prazer a entrega seja pura troca e não doação de nossa essência com retorno de uma visão arcaica da vida.

Amar é também conformidade física, conjunção espiritual e complementação do que acredita ser a essência Divina.

O evoluído é constante usina de sabedoria que vai se somando, porém ao deitar com quem não compartilha os mesmos ideais, o gerar de compreensões se torna deficiente por bom tempo.

O evoluído não deve negar seus dias com ninguém, porém sua intimidade deve ser o mais radical possível.
E se não há com quem isto ter, o ideal é estar só pro seu próprio bem.

A evolução do ser humano não depende da manutenção de uma atividade sexual, mas de selecionar o melhor para seu próprio bem ao optar por não se relacionar.