DUVIDEI

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Duvidei um dia de Deus, duvidei de seus projetos, suas virtudes e sua capacidade, duvidei do tudo que era e do porque era tudo isso, e sei que foi o melhor que fiz.

Um dia tudo isto procurei pesquisar, saber de tudo com meus olhos e não com de outros, e pesquisei em mim, e em fontes que eram mais de duas sempre, para conclusões corretas tirar.

Encontrei explicações mil em todos os cantos, muitas diferentes, porém pequenos pontos em comum, que mesmo estas fontes não se aperceberam de falhas em deixar passar, e nestes pequenos detalhes descobri o Deus que muitos modificaram, transmutarão e até mutilaram em sua maneira de dizer como seria.

Uma pesquisa louca a quem de fora via; um estimulante, um afrodisíaco, uma droga divina, o de saber a verdade que ninguém diz de Deus, mas que alguém em mim dizia ser verdade.

Fontes sérias e outras não, conscientes e coerentes todas me diziam algo, e de alguma forma sabia o que retirar de cada uma, o que deduzir de cada uma, e no fim passei a não pertencer a nenhuma religião pregada por seres encarnados, e sim a religião do que desencarnou há 2000 anos.

As dúvidas sobre Deus, Jesus, e muitas coisas mais, são o aprendizado correto de quem quer a verdade sobre tudo sem opinião tendenciosa; procurar em dezenas de bocas e fontes diferentes e conclusões sempre tirar, sempre duvidar de suas conclusões, até que um momento sem mais possibilidade de outra verdade, por hora deixar de duvidar.

Somos seres incompletos, sensatos, porém incapazes do julgamento correto, em sendo das origens divinas nunca teremos a última palavra, nunca saberemos a verdade derradeira de nada, durante nosso período de passagem cármica por este mundo.

A descoberta em si de Deus é coisa intima que não se pode dividir com outro, mesmo o mentor, pois este embora saiba, não pode neste conhecimento nos ajudar, apenas pista nos colocar, e da forma que conduzamos este interrogatório chegarmos a elucidações fabulosas sobre Deus, Jesus, Cristo e entendemos que somos muito mais que meros estudantes curiosos, somos entendidos em uma verdade, em nossa verdade, e desta ninguém pode duvidar, porque cada um tem o seu caminho único para retornar à casa do Pai, e ninguém sabe qual é o caminho do outro e desta forma não pode criticar, não pode impor, mas quem sabe aconselhar, para que este passe pelo crivo de quem tem o caminho a seguir.

É desta forma que duvidei de Deus e de tudo ligado ao mundo angelical, para que em certeza que só eu tenho, possa me entregar em prazer ao desconhecido que me era, e que hoje embora acredite saber nada, sei que compreendo muito mais que antes, mais que no dia de minha decisão em duvidar de tudo.

Sou feliz hoje por saber o que Deus é e para que Ele existe, e sei que existe, e sei que me faz existir por conta de suas necessidades em mim.

DEUS E O DIABO EM NÓS

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Quem pode me governar?
Quem tem poderes sobre mim?
De quem sou digno filho e discípulo?
A quem devo obedecer por estar mais próximo?

Sou o que desejo ser, filho de Deus ou do Diabo, sigo a quem desejo por meu livre arbítrio, por minha vontade que o Criador deu, e sou filho de quem acredito ser, de Deus ou do Diabo.
Agradeço pela vida a quem quero agradecer; na dependência de aceitar quem eu queira como meu único mentor.
Sou assim; filho no desejo de seguir um e não ao outro; defino meu destino, se de amor e gratidão ou de agonia e desgraça pelas coisas que na vida quero.
Faço o que entendo ser sábio a mim, e neste entendimento convivo com as forças que julgo me fazerem bem, e no futuro também estarei colhendo o que plantei no dia de hoje, e com o amor ao Mestre, ao mentor que escolhi; Diabo ou Deus, feliz serei se acreditar ser ele o melhor para mim.
Porém tenho que escolher qual é melhor para o futuro, pois minha índole tem a cara de quem desejo para meu amigo de intimidades.
Este amigo será meu confessor, meu salvador se assim precisar, quem devo então procurar para esta missão, a mim ele se comprometerá; quem me dará guarita se no desespero da vida um dia me encontrar?
Qual dos dois saberá me acolher?
Ensinar-me?
Conduzir-me para a vida eterna?

Tenho o dom do livre arbítrio, que foi dado para meu crescimento, e o Criador não me obriga a segui-lo, não me obriga nem a agradecê-lo por tal; mas tenho que me valer deste direito para entender do porque o tenho, e se não souber deste mecanismo sabiamente usar; terei um dia de responder por isto, terei de pagar.
Seguindo ao Diabo, transgressão de início não farei, pois é meu livre arbítrio, porém se minha índole não lhe comporta como mentor, a minha vida será infeliz de imediato.
Se minha índole o aceitar como amigo do peito tudo poderei ter, até mesmo meu livre arbítrio deturpado por conseguir colocar normas a minhas atitudes, não conseguir parâmetros a conquistas e nem mesmo sentirei que são minhas estas.
Não farei distinção do que é meu ou de outrem, quase sempre invadindo o espaço sagrado de outra pessoa, outro universo; viverei na contramão das sabedorias do mundo, marginalizado pelo que acho correto, mas não é para meu crescimento, porém estarei crescendo também, estarei na precisão de entender do Diabo como meu deus, a necessidade de saber como sua mentalidade é, que passa ser a minha então.
De vislumbrar seus desejos e desígnio que são os meus, entender de seu modo de pensar e agir para benefício próprio sempre, que são meus desejos e benefícios.

E no entender de tudo isto saberei o que é o lado negativo do universo, o lado negro da energia interior que habita em nós.
Se optar por seguir ao Diabo estarei indo de encontro a minha necessidade de aprender muito mais que muitos, e correndo o risco de uma volta por demais demorara para o lado do bem, do amor e humildade principalmente.
Amar ao Diabo é decisão nossa, uma decisão que ninguém consegue nos tirar por conta do livre arbítrio, então há de experimentar até o ponto em que julgar aprendizado compreendido; aí a volta se fará rápida, tal qual o filho pródigo que saiu do lado do pai e se encontrou nas profundezas da vida.
Necessidade de se procurar onde nunca imaginou ter de chegar; o pecado ante a consciência humana encarnada, mas nunca saberemos se é pecado ante Deus por ter admirado um dia o Diabo e suas manhas; evidente é que nunca um amante do Diabo ficou eternamente com ele, simplesmente foi até ele, ou deixou exteriorizar seu lado sombrio para elimina-lo, posto que o Diabo não existe, mas sim o lado negativo que deixamos aflorar por nossa conta, risco e prioridade de algo saber.
A ida aos infernos da existência tem seu porque, coisa que ninguém entende, nem mesmo quem esta viagem fez, mas sabe que voltou de lá muito mais fortalecido. Era um fraco na crença verdadeira, no amor real, na fé ao Criador; Deus, e depois de tal aventura que sempre é de sucesso neste sentido, o de adquiri compreensão da vida que não entendia, do amor que não tinha e da humildade que não cultivava.
Hoje é forte guerreiro que entende muito do inferno humano e pode mais do que ninguém compreender e ajudar quem esta viagem inicia, é o soldado guardião das verdades divinas, que aprendeu se sujando no sangue e no desespero que é a casa do Diabo.

Seguir a Deus é algo que não precisa se dizer se é o correto, pois que todos farão isto um dia, mesmo que ateus sejam hoje, mesmo que não acreditem ser Deus o tudo de todos, temos o livre arbítrio, temos Deus e o Diabo dentro de nós, basta escolher quem queremos exteriorizar; aquele que o fizermos é quem nos governará, nos fará bem e indicará o caminho certo; se aceitarmos o Diabo como nosso leme na vida, tudo será como precisamos de momento, o conhecimento das forças oriundas do baixo astral, de nosso passado.
Se exteriorizarmos a Deus, teremos a conquista do mundo inferior, pois Ele também governa o mundo das trevas para que ninguém seja sugado pela eternidade; deixa que todos quanto queiram visitar estar paragens, pois lhes é necessário, e ao saberem para onde devem se dirigir adotam a Deus como seu mentor eterno.
Aceitar Deus interior como mentor, salvador é ocorrência de todos um dia, onde saberão que é a verdade interior que deve governar, e nossas verdades interiores são sempre sábias, sempre direcionadas para o crescimento, mesmo que tenhamos que ser amantes do Diabo um dia, mas será um só dia, porque precisamos disto.
Porém a vida será de amor ao próximo, de amor à natureza, de amor ao Cristo que está em nós, e de amor a si mesmo como o é a Deus.

CRER E DUVIDAR

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Em tudo que achamos entender pouco sabemos, pouco nos afiançamos do que os sentidos nos dizem, é a desconfiança do tudo, de todos e até de nós.

O crer é opcional, é fatídico momento de se entregar no que acha poder ser, é ver com os olhos físicos; porém ter de crer com os olhos da alma, e estes não concordam no fundo o que vê.

Ser sábio é opção de querer crescer, ser sábio para duvidar e na procura se inteirar do que está a ser apresentado, é integrar corpo e alma e não somente os sentidos que pouco analisam; apenas coletam informações.

Ser perspicaz para não ser tolo ao vivenciar, entender e se dedicar para compreender quando indagado for por seu consciente, e na dúvida do que sabe, é melhor dizer não sei, pois que o erro será perdoado, será compreendido e não será punido por tal.

Viver em dúvida do que sabe não é errado, é cuidado, o de não em armadilha cair, pois quem tem dúvidas não erra porque não arrisca, porém, dúvida não traz lucro de crescimento, é o estudo que faz este entendimento; e nesta forma de pensar pouco se vai caminhar.

Tirar dúvidas sempre que se apresentarem, se mostrarem, pois que elas só se apresentam para nos testar o saber, o entender, e se não formos atrás destes; não estaremos nos arriscando a entender, nem mesmo a crescer.

Duvidar é conclusão, decisão, prova de que somos sábios em saber que é uma duvidosa colocação, que é proposital quem sabe interrogação; para nos testar mais uma vez, para que em vida longa que tenhamos, aprendamos a discernir o correto do incerto, a dúvida da incoerência, e só tenhamos certeza quando nenhuma dúvida restar; nenhuma possibilidade de erro se apresentar.

Temos o poder de decisão, é nosso livre arbítrio; desejar procurar a verdade ou viver na mentira, de encontrar compreensões a perguntas difíceis, ou entender que não tem solução; e divagar sempre no mesmo sentido, no sentido de se chegar a lugar algum.

DORES INSUPORTÁVEIS DO PASSADO

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Quando nos entregamos a dizer o que vem à mente, falar do que a sente, e o sentir logo após é mal-estar de ter lembrado; é em nos a sensação de tristeza profunda, coisa de muita dor a vir à tona, de nos flagelar a alma em dor sentimental, em sacrifício monumental ao suportar tamanho relato.

Dizer o que queremos e não gostar de sentir o que passamos no passado ou no momento do relato é expor que somos muito sensíveis ao ocorrido; que não nos desvencilhamos do mal vivido, e no entender que isto não nos faz bem, percebemos que estamos ainda presos ao que existiu, e que por nossa dificuldade em relatar ainda é vivo em nós; o sentimento que vem; que aflora e nos penaliza por ter sofrido, ou por não ter sabido levar a tal situação em nosso emocional; o golpe que o destino desferiu e não nos mostrou a cura; um sentimento que nos desencadeia a cada nova lembrança do ocorrido mais lagrimas de dor, mais reclamações silenciosas da vida. É a vida não engolida naquele momento passado que temos de mastigar pela eternidade se não soubermos dele desvencilhar.

Foi um instante de mudança intensa na vida; o divisor de aguas, e este ainda não deixou de vasar as dolorosas aguas do sofrimento já passado; evidente que mudamos depois de tão incessante sofrer, e aos poucos esta lacuna ainda a ser preenchida em nós, vai se esvaindo em dores emocionais a cada lembrança relatada.

Temos que suportar, é nossa cicatriz a carregar até podermos por nosso carma sarar; a dor ainda latejante que nos martiriza e nos faz gritar em silencio pelo amor de Deus, que parece ter nos esquecido naquele instante.

Viver desta forma é não se sentir feliz por ter um passado que não pode ser lembrado, se envergonhar de lagrimas derramar jamais; é para se envergonhar. Porém tentar engolir é pior que vomitar sempre que dá vontade; simplesmente ter de esperar que este mal-estar passe, amadureça e caia no esquecimento de nosso emocional, que fique abandonado no ontem muito atrás.

Um sofrer destes é para sabermos onde fica nosso ponto fraco; onde iremos sofrer se não soubermos a vida levar, se não soubermos como conduzir o emocional, e no golpe certeiro neste ponto caímos e temos duras provas antes de levantar, é também uma amostragem que somos muito sensíveis, e esta sensibilidade é provação para uma missão que nos trará alegrias no trajeto.

Tudo é compreensão de que todas as maneiras de viver e até sofrer são para o crescimento interior, para o burilar dos sentidos mais altruístas, do conversar com o altíssimo sem dúvidas a ter de que é ele a nos responder.

 

O QUE É OCULTISMO?

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A própria palavra sugere ocultar, ou esconder algo que deve ser preservado.
A sabedoria mais profunda é de difícil compreensão, porém de fácil acesso, quando se oculta algo, se quer deixar exposto, mas de difícil compreensão.
Aí surge o hermetismo ético; palavra derivada do nome Hermes Trimegistos, nome dado também a Enock, terceiro filho de Adão.
Então temos Adão como princípio espiritual, Eva como princípio material, Caim como o mal porque matou Abel, este como o bem pela morte sofrida e Enock como a sabedoria de todo este conhecimento, e que em seus versos descreve o ocultismo prático, ou o hermetismo ético; ou como lidar corretamente com forças ocultas deste plano.

As forças ocultas existem; marés, ventos que sopram em uma única direção, plantas que florescem somente em um período, o sol que vai até o trópico de capricórnio e depois o de câncer, a lua e sua influência sobre mulheres grávidas, que na lua cheia é verificado maior número de nascimentos; tudo isto e muito mais são comprovações das energias atuantes neste plano.

Na prática o ocultismo é algo simples e básico; utilizar destas forças de maneira sábia sem confrontar as leis divinas com magia negra; pois a branca e a negra se fazem da mesma forma, o ponto de divergência é a cabeça de seu manipulador.

O processo de uma oferenda é simples de dizer, porém complexo de entender.
Uma oferenda é um objeto, uma vela, uma oração; mas se não for direcionado corretamente, cairá no esquecimento astral, ou seja, não terá utilidade para o que se propôs pedir.

Tudo no plano astral acontece primeiro; como que se lá houvesse a coxia de um teatro; prepara-se o acontecimento para que na hora correta este se desenrole neste palco.
No plano astral tudo existe e tudo acontece; desta forma temos sonhos premonitórios e pode-se através de oráculos saber algo do futuro; se este puder ser mudado ou se houver capacidade e humildade de quem manipula o oráculo.
Ao perceber que algo errado pode acontecer; ou mesmo se desejar concretizar um plano, o operador faz uma oração, meditação, pensamento positivo ou outra forma de gerar energia orientada ao astral.

Estas forças criadas como que subissem um patamar, chegam ao plano astral e manipulam forças lá existentes, claro dentro das possibilidades cármicas de quem pediu; havendo respaldo moral para o acontecimento, lá é feita a mudança dos planos já engendrados, para que se atinjam as vontades do solicitante.
Em casos de impossibilidade de algo, o pedido quando aceito, pode ao menos amenizar o sofrimento se este for o caso; mudar carma nenhuma oferenda consegue; o que realiza quando pode é amenizar o acontecimento, ou dar forças para que se possa passar por aquele sofrimento.
Com oferendas materiais ocorre algo mais completo; os objetos “perecíveis” ao se deteriorarem, ou se queimarem têm suas energias vitais transportadas para o ar, o nada, o céu; e vão a outro plano astral; ao se concentrar nestes objetos que estarão em decomposição, suas energias ou pedidos, se fundirão a estes, indo para o plano astral e lá se dividindo, aí procurando realizar o que foi desejado.

Algumas religiões usam objetos perecíveis porque assim entraria também no fator devolver à natureza o que de lá foi tirado, levando assim à natureza etérea nossos desejos.
Viver bem é viver sob uma realidade ocultista saudável, e saber que existe um plano onde tudo acontece primeiro, e que de alguma forma se está o tempo todo manipulando estas energias; infelizmente a maioria das pessoas as manipulam em direção contraria; seria a suástica de Hitler que gerava energia negativa.

Trabalhando com uma esvástiva se pode perceber acontecimentos positivos em nossa vida.

Nós somos energia condensada como dizia a formula de Einstein, energia ativa sempre, através das células que nunca param, então podemos usar desta energia que somos, para gerar acontecimentos que nos agradem, que nos faça bem.
Porém milhares de anos nos separam desta perfeição; milhares de anos nos colocam em total abandono de nossas capacidades extra-sensoriais.
Quando Deus expulsou Adão e Eva do paraíso colocou que não mais poderiam se utilizar deste poder para realizar acontecimentos, teriam que trabalhar seu lado emocional para estes eventos.
Pior ficou quando Deus disse a Noé após o dilúvio que teriam que conversar com os anjos e não mais com Ele.
Neste ponto chegamos a ter de conversar com elementais da Natureza para que estes levem a Deus nossos pedidos; e oremos para coisa não piorar; pois quando estes elementais fecharem os ouvidos aos nossos resmungões cotidianos estaremos perdidos.

Todo ser vivente é um mago, o que manipula energias, seja em oferendas e pedidos ao astral, ou transformando milho em bolo; na culinária algo curioso acontece, ao manipularmos alimentos, estes ficam impregnados da energia de quem os manuseou; não é difícil um bolo não crescer nas mãos de um, mas crescer nas mãos de outro.
É possível também alterar o humor de alguém através do alimento; a pessoa trabalha este alimento; mas alguém sensível se sente mal, pois ele foi impregnado de emoções negativas; isto é o que acontece ao fazer magia com alimentos com fins de prejuízo a quem comê-los.
Felizmente todos têm um anjo da guarda, e este existe para que inocentes não sejam prejudicados.

Ocultismo é isto, o lado não compreendido das coisas, e que por bem devem continuar oculto para não serem deturpados; claro que existem formas poderosas e infalíveis de manipular estas energias, mas só estão acessíveis aos magos que compreendem também os riscos destas demandas; um mago branco nunca iria manipulá-las para o mal; sabe o preço a pagar.

Quanto ao mago negro; este tem poderes limitados, e um dia a divina providência o colocará diante de um mago branco; que mesmo tendo poderes menores, sua proteção é maior.

Tudo aqui é energia condensada ou não; um dia houve o Big-Bang de onde tudo surgiu, e outro dia outro Big-Bang haverá, pois, este plano de energias pesadas não mais terá utilidade para o crescimento espiritual.

VIDA ETERNA

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Acorde para o mundo das ilusões e tenha a ilusão que está vivo.Saiba como morrer com sabedoria e terás vida eterna.
Viva na obscura verdade e terás a morte eterna.
Acorde para viver a vida eterna.
Lute com garra e saberá descobrir como evitar a eterna morte.
Não de ouvidos a outras bocas, nem ame outros corações.
Feche os olhos para ver a verdade e ouça o coração para escutar a realidade.
Não faça de sua vida sua morte.
Não faça de sua morte a sua vida.
Tenha uma vida plena para um desencarne feliz.
Tenha uma morte consciente para descobrir a vida eterna.

Neste poema de complexas verdades se pode notar a intenção de mostrar que esta vida; ou precisamente esta encarnação é uma ilusão; algo como teatralização deste plano.

Acordar para o mundo das ilusões é ter consciência de que tudo neste plano é passageiro, nada definitivo; e o que fizer aqui, aqui ficará; ilusão, pois tudo que conquistar aqui não poderá ser levado; a ilusão de que está vivo é a sensação de estar crescendo espiritualmente; a ideia de que se está no caminho certo para o céu como alguns apregoam.

A ilusão de estar vivo dá a muita gente a confiança que é puro e amado plenamente por Deus, algo errado pois estão simplesmente tentando agradá-lo, e tentando conquistar a confiança Dele para galgar patamares melhores dentro do próprio carma.

O “Deus nos ama” é coloquial; Ele não odeia ninguém, então este amor é o único sentimento que nutre por nós.

Morrer com sabedoria é um acontecimento; morrer e desencarnar são duas coisas completamente diferentes; o desencarne é simples de explicar; o abandono do corpo após uma passagem por este plano; o morrer é terminar uma fase junto ao crescimento espiritual; morrer dentro do que há de pior no ser humano; o egoísmo, o egocentrismo e tudo que se inicia com ego, e não mais ter pertences de tipo algum; pertences estes que podem existir, mas não angariar amor exacerbado de seus donos.

A morte com sabedoria é procurar o crescimento ainda encarnado; chegar ao fundo do poço para aí se elevar a patamares nunca imaginados.

O fundo do poço é assumir todas as agonias e desgraças que lhe acontecem, sempre perdoando de coração aquele que lhe ofendeu; passar pelas situações mais adversas, até mesmo sem saída, tendo sempre a inabalável fé, isto é a morte com sabedoria; num dado instante a luz divina, a paz interior, o Cristo em pessoa lhe possuirá, lhe trará a vida eterna nesta encarnação; a partir daí, você terá um desencarne como todos têm, mas não estará mais morto, estará vivo pela eternidade. Isto significa que saberá os porquês de seus desatinos, e suas necessidades serão postas pelo plano astral sem esforço algum de sua parte.

Não precisará de fortunas materiais mesmo sabendo que poderia conseguir com facilidade; não mais desejará conforto desnecessário, porque seu mundo já não é mais aqui; estará com o corpo neste plano, mas terá plena consciência que lá é muito melhor; que lá é sua morada eterna e aqui só uma estação ferroviária, e que está esperando o próximo trem a partir.

Viver na obscura verdade é ter a ilusões de que este plano, e tudo que se aprende aqui são as verdades de Deus.

Na obscura verdade ninguém está vivo, se está morto; assim como Adão e Eva ficaram quando comeram do fruto proibido; morreram em seguida, mas ficaram encarnados mais 800 anos para terem filhos.

Esta é a obscura verdade, a verdade de que o que estamos é vivos; e a morte seria o esquecimento do que se aprendeu aqui, de que nossa evolução moral principalmente, tem de ser jogada num caixão para apodrecer junto com nosso corpo; achar que ser bom nos abre as portas do céu pela eternidade e pedir perdão às vésperas do desencarne nos abrirá as mesmas portas.
A obscura verdade é aquela que melhor soa aos ouvidos do pecador; aquela que não machuca a sensibilidade atrofiada, que engana totalmente; viver na obscura verdade é tapar o sol com a peneira, e assim terá morte eterna, a morte que irá superar o desencarne, várias dezenas de desencarnes, até que um dia numa encarnação, queira esclarecer esta verdade obscura, e então a morte eterna terá fim.

Acordar para viver a vida eterna é saber que seu encarne é prisão, para que saiba e possa descobrir um novo horizonte, e passar a sentir a vida eterna na veia de seu corpo espiritual; o Cristo é a vida eterna, e ele está dentro de cada ser, sempre esteve e sempre estará; Ele é a vida eterna, e nele que temos de viver; Ele é a união e a ramificação celular nossa com Deus.

Lutar com garra é procurar sanar seus erros e falhas, evitando a todo custo os mesmos deslizes desta encarnação e de anteriores; procurar humildade ao sofrer, não culpando terceiros e nem Deus, mas se arrepender de estar passando por tudo isso por sua culpa mesmo; erros têm de ser pagos um dia, e tu estás pagando agora.

Agradeça a Deus pela pesada cruz que carrega; se Ele lhe deu este peso todo, é que confia em você para esta tarefa, então abençoe seu sofrimento porque o Pai sabe que és forte para esta tarefa, e está fazendo grande honra ao Criador; desta forma saberá e já estará a meio caminho de descobrir a vida eterna.

Ao entrarmos em contato e acreditarmos nas inverdades religiosas que aqui se pregam nos distanciamos de Deus, tornamos esta vida eterna, eternamente distante.

O saber de Deus só começa com os ensinamentos vindos da Bíblia, e se completam com os ensinamentos vindos de dentro de si; porque a sabedoria guardada e abandonada dentro de nós é imensamente maior do que os da Bíblia; a palavra é só um pálido livro sobre Deus, enquanto nosso interior é Deus.

Então deixe Deus se expressar através do Cristo interior e as verdades Bíblicas serão palavras profundamente compreendidas.

Ouvir mestres espirituais encarnados ou desencarnados é o início de um aprendizado, porém com o passar do tempo temos que abandonar os mestres encarnados, e um dia seremos abandonados pelos desencarnados que não mais nos instruirão; durante algum tempo seremos só nós no mundo da fé, um teste para provarmos nosso valor, até que um dia como disse Jesus, uma lamparina se ascenderá e todos quanto perto estiverem, saberão desta luz, e muitos desejarão esta claridade, isto quer dizer; não mais terá mestre espiritual, porque serás um mestre ordenado e assistido pelo Cristo em pessoa.

Não faça de sua vida sua morte; ou seja, não estrague conquistas anteriores fazendo aquilo que o coração condena, não desmanche o que levou encarnações para conseguir; lutas conquistadas não podem ser desmerecidas, pois tais conquistas são importantes, evitando novos erros pretéritos além de atingir a plenitude emocional coerente, poderá evitar atrasos por vezes seculares em se chegar ao Cristo interior: assim como não devemos nos apegar de maneira tola a bens materiais, isto é fazer de nossa morte a nossa vida.

O apego material é a concretização desta morte em vida; ficar preso ao plano terreno mesmo após o desencarne; dar valor exclusivamente ao que o poder consegue; o poder que é em verdade sem valor frente à sabedoria infinita.

O apego à matéria é a escravidão do espiritualismo vazio, daqueles que não tem verdadeira fé em Deus, ou não pretendem ser arrebanhados pelo Cristo interior; o materialismo é o freio ou até a ré dos seres encarnados.

Desde nosso encarne nos preparamos para o desencarne, então temos de levar uma existência plena, regrada nas verdades de Deus, para uma passagem feliz.

O desencarne é nosso cotidiano, não a obscuridade que nos engole, nem o caldeirão incandescente que nos consumirá; apenas o abandono do corpo para uma reciclagem espiritual e nova etapa para o crescimento.

Então temos que nos preparar para este dia de forma sábia e saudável emocionalmente; pois assim como uma criança chora pelo trauma ao encarnar, nós temos de evitar o mesmo trauma ao desencarnar; em se fazendo desta forma teremos um desencarne consciente, para um dia podermos saber das verdades reais da vida encarnada e desencarnada.

Em verdade tudo isto é uma pálida ideia dos mecanismos reais a serem usados, para se chegar à plenitude do Cristo interior; ele está vivo, e existe em todos nós.

Jesus de dois mil anos atrás nos trouxe o seu Cristo, e com autorização expôs toda a verdade rumo à conquista individual da consciência divina, aquele Cristo nos disse muitas coisas, as mesmas coisas que o nosso Cristo pode dizer; pois é um só, devemos abrir os ouvidos ao nosso interior, mesmo que não ouça nada de seu interior mais puro, que é parte integrante do Pai, ele saberá que queres a verdade, então esta verdade surgirá à sua frente de um modo ou de outro.

Procurar o Cristo interior não é somente olhar para dentro, é olhar para cima, para galgar patamares de devolução mais sábios e conscientes.