O MAGO, A BRUXA, A MAGIA

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A magia não se aprende se recorda; lembranças de tempos áureos onde tudo se fazia com amor, através do amor e para benefício do amor.

A magia só é negra se for procurada com insistência por quem quer riquezas deste mundo, desta forma terá cada vez menos para seu universo interior e mais marcas da vida para odiá-la cada vez mais.

A sincera magia deixa profundas marcas de bem estar, porque conversa com a natureza, com as existências e com Deus dentro de si.

O verdadeiro mago ou bruxa não sabem a utilidade do ódio, procuram cultuar o amor e se não são reconhecidos se mantêm reclusos em sua sabedoria, entendendo que esta não pode chegar aos que perto de si estão.

Os articuladores dos segredos da natureza sabem que esta é perfeita e se permite ser manipulada para a evolução de quem o faz.

Os que buscam a natureza com desejos maléficos conseguem um pouco do que desejam, porém arcam com carga que a Mãe Terra lhes colocará, a cruz que terão de carregar muito além desta passagem.

Magia não é maldade, é benfeitoria se feita de coração, e quem tem verdadeiros poderes deste tipo são em essência bons.

Acreditar que bruxas e magos são maus é não dar chance a si mesmo de encontrar um digno representante da essência Terra; que seja matéria ou vivencia de estar encarnado.

A grande magia destes seres é alargar horizontes mentais, vasculhar defeitos morais e mostrar que a vida é muito além do corpo mortal.

Ser poderoso na magia não diz respeito a conquistas deste mundo, mas entendimento profundo do outro, que de cera forma é o conhecimento deste universo e do porquê este assim o é.

O Mago

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O mestre que dos eventos do mundo entende, que dos inventos da mente compreende, o sábio que sem falar tudo diz que em silêncio tudo aprende a passa a quem quiser, quem necessitar.

O mestre, o mago que manipula as forças para o bem e combate o mal, que reverencia o amor e nega o ódio, o ser que acima do bem e do mal traz felicidade se assim precisarmos, que traz alegria se nossa existência é de tristeza, o ser que entende o espírito oculto em nós sem que digamos de nossas emoções, que libera forças emocionais pelas ervas, pelas pedras, que pesquisa de males pelas estrelas, cartas e sua bola de cristal.

Um sábio que tem toda sapiência em si, e não nega a ninguém, que não diz a quem não sabe lidar, e na magia só tem a verdade a proclamar.

O mago que existe em todos nós, o ser que calamos muitas vezes, que cegamos para não nos ver e nos coibir de errar.

O mago que tudo sabe e que tudo pode fazer ao nosso bem estar, mas que não queremos, porque ele não faz magias para a matéria, não manipula forças monetárias nem traz amor proibido.

SÁBIO

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O sábio tem o poder de tudo saber sem ter estudado, sem ter anotado, somente notado tudo que via; tudo que sentia e se instruiu neste saber olhar.
O sábio sabe de tudo por ter intuição do correto, e não infringir leis do astral superior.
O sábio entende que sua existência é pequena se comparado a sua vida, eternidade que está além desta vida.
O sábio não entende de sacrifícios, mesmo que seu corpo esteja privado de movimentos, o sábio entende que liberdade vai além do físico, além dos sentidos, vai muito além do acreditável.
O sábio não se prende; sempre se solta, sempre em voo que o leva até o conhecimento supremo, e sabe que este conhecimento é muito mais que qualquer livro, qualquer universidade, é estudo da vida.
O sábio se contenta com pequenas coisas materiais, porem é exigente quanto aos conhecimentos, quer o máximo que lhe for possível aprender.
O sábio vai além de seus limites sempre, porque sabe que lá está um novo conhecimento.
O sábio se cala frente a afrontas, sabe que isto é pequeno insulto de quem não entende, nem tem sabedoria, e os perdoa.
O sábio não intervém nem opina sobre a vida de ninguém, este é carma a resgatar e ele sabe não ter poder nem direito a fazer algo.
O sábio se cala, o silêncio é oração é introspecção.
O sábio sempre aprende, mesmo quando está ensinando.
O sábio a todos entende, é a continuação de seu universo, são iguais em essência.
O sábio não repreende, entende, perdoa e aconselha.
O sábio é preparado para viver e sobreviver, ele não tem morte, tem passagem, não é humilhado, é testado.
O sábio conhece seu mestre e se funde a ele para entender sobre o mundo.
O sábio vive neste mundo porem não tem necessidade dele para sobreviver.
O sábio já conquistou a vida eterna, esta esperando para assumi-la.

Sábio é aquele que não assume ser sábio, pois se assim o fizer estará sua humildade negando, e neste erro sua sabedoria deixará de ser verdadeira para ser egocêntrica, ser realidade do bem estar interno egoístico do tal sábio.

O sábio não diz ser sábio por achar ter muito ainda a aprender, muito a dizer e muito a fazer, se não fizer será um egoísta que guarda fabulosos tesouros ocultos dentro de si, e passara a ter posse absoluta do que não lhe pertence a sabedoria.

O sábio entende que quanto mais falar ao mundo, mesmo que seja ao vento que um dia as palavras pousarão em algum lugar, serão palavras que sairão de sua boca e sua mente, e no lugar destas outras verdades absolutas lhe preencherão, lhe farão mais entendedor de tudo quanto possa saber, e se fará mais sábio por entender das leis do dar e receber, dar ensinamentos e receber ensinamentos mais profundos e complexos dos que acabará de dizer.

O sábio em sua autossuficiência de aprendizado, entende que não sabe nada, e que sua forma de conduzir o pensar e deduzir lhe permite galgar mais entendimentos, e usufruir de conhecimentos que não estão ao alcance de nenhum ser vivente, e que estes conhecimentos depois de incubados e maturados para sua própria compreensão devem ser repassados, posto que sejam conhecimentos da humanidade e não particulares; entende que são pérolas e não devem ser jogadas aos porcos, ou a pessoas sem entendimento suficiente para estas compreensões.

O sábio se dá em virtudes, porem não se lança publicamente em virtuosidade, pois o mundo não o entenderia, julgando-o muito além de uma pessoa normal a este plano, no entanto compreende o mundanismo desta esfera terrestre e o utiliza de forma a ofuscar sua intelectualidade para não sofrer, sendo um mestre ou um sábio.

É um ser mundano em algumas formas de agir, ocultando-se do mundo que não o entenderia como ser de conhecimentos profundos deste mundo que deturpado está.

Autodidata o sábio encontra ensinamentos nas entrelinhas de livros mesmo que de pouco conteúdo, procura no dia a dia da natureza as verdades que tem de compreender e diligentemente julga pessoas sem as punir e aprende desta forma a maneira do mundo funcionar, não antevendo ou aplicando qualquer norma punitiva por menor que seja a estes que podem estar errados a seu ver, não os tornam inimigos de si ou de Deus por conta do que aprende e nota ser errado, sabe que não tem poderes para discutir as leis e porquês do criador nas pessoas, é coerente e dedicado no aprendizado, não abandonando a questão enquanto julgar ter algo além a ser descoberto, é um investigador da metafísica, usando da física quântica para qualificar suas observações, não se atem a uma questão se esta não é importante, mesmo que ao mundo pareça; não se lança em teorias se estas não lhe despertarem possibilidades de conhecimento e não manipula estas teorias a seu bel prazer, sabendo que isto é um caminho errado que pode trazer transtornos mais tarde quando outras questões forem entendidas, mas as teorias anteriores não estiverem corretas. Chegando a uma conclusão errônea do que procura. Uma bola de neve que ao passar do tempo se torna incontornável, e leva a perda de muito tempo de estudos e entrega profunda.

O sábio só faz este trabalho por prazer e nunca se cansa de deduzir e compreender; sua biblioteca intelectual é além de qualquer conhecimento, pois pode não saber nada a vistos olhos, porém compreende tudo com profundidade, posto que seus aprendizados não sejam para este mundo matéria, e sim ao universo invisível e imutável do ser vivente, onde deduz e acredita o sábio, Deus estar atuante sempre, mesmo que o corpo onde está hospedo o negue.

LEMAS DE UM MAGO

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O poder de um mago está mais em si do que em objetos que manipula, pois que estes só têm poderes se seu manipulador souber manuseá-los.

A sabedoria de um mago vem de seus conhecimentos vislumbrados e alguns vivenciados, mas sempre com o olhar critico de quem sabe o que está vendo.

Ele sabe de seu poder, porem entende que este vem do além carne, vem de além sua atual existência, e sua outorga é graças a sua maneira sábia de levar seu passado muito distante.

O mago atua para o bem de todos, sem desejo de recompensa, porque sua recompensa é seu divinal prazer no que faz, e ver os olhos brilhantes dos que foram auxiliados.

O mago entende que a magia negra existe, e é manipulada pelo mago desta magia, mas não o teme, pois suas forças vêm do criador, enquanto o do mago negro vem do ódio e desespero das pessoas.

O mago é sábio, mas não recusa repassar seus conhecimentos se vê que o aprendiz o entenderá, sabe que este aprendizado é de todos e não exclusividade.

O verdadeiro mago reparte o que tem; se recusa a manipular energias contra alguém, e muitas vezes luta contra outro mago que está a prejudicar um inocente.

O mago tem sabedoria para entender se deve ajudar alguém em apuros ou não, este pode estar em provação e sua intervenção atrapalharia este crescimento.

Atua em silencio, sem se apresentar, e dependendo nem gestos demonstra, apenas sua presença que em energia atua e manipula o astral que está no local.

Antevê acontecimentos, mas não os evita, acredita que tudo acontece por uma razão.

Não prejudica propositadamente ninguém, sabe que seu carma em atitudes assim é mais pesado do que de outras pessoas.

É um opositor valoroso, não se entrega e não se dá por vencido, pois sabe que está lutando pelo correto ao mundo e não pelo lado obscuro do mal.

Quando indagado pouco diz, prefere ouvir ao falar, sabe que o conhecimento adquirido no silencio é mais profundo.

A magia é sua religião, porem não troça de outros segmentos, porque entende que tudo é magia divina, tudo é energia que vem da natureza do ser humano.

Aprende muito todos os dias, ouve outros a lhe ensinar mesmo o que já sabe, porque sempre há algum detalhe que possa ter passado desapercebido.

Seus artefatos de magia são considerados estranhos, porem são apenas peças inanimadas, que só terão utilidade depois que o mago as manipular, as energizar para o uso desejado.

Respeita a todos e a seus conhecimentos, ele também foi um dia um neófito sem entendimento; e hoje é um mestre que continua a aprender.

O mago não descansa jamais, sempre atento às informações que seu corpo recebe sobre as energias a sua volta, para saber manipula-las ou se defender delas.

O inimigo é poderoso, é das sombras, então procura sempre atuar próximo das sombras para entender deste; muitas vezes se antevendo ao ataque.

Se oculta na multidão, não se mostra por saber que um guerreiro oculto, pode ajudar mais que um exposto soldado sempre endeusado, por proteger a seus próximos.

Não teme ao demônio, diabo ou satanás, acredita que estes não existem como seres independentes, e sim como fraquezas humanas, de onde vem o mal de todo o mudo.

Não acredita em céu e inferno, pois o sofrimento é sempre aqui, e o céu é um lutar sem tréguas contra o mal depois de conseguir a vida eterna.

Entende de oráculos; foram suas formas de praticar a adivinhação, e depois os abandona, por não mais precisar desta chave para abrir a porta do conhecimento ocultista.

Teria o poder de angariar riquezas materiais se fosse materialista, nenhum mago é feliz sendo rico, ou nenhum rico é sábio além de sua inteligência.

Um mago só diz o que sabe, o que aprendeu, o que tem como confirmar, além disso são suposições, e o mago não trabalha com suposições.

Acredita que o maior poder do mundo é o amor, e que magia alguma consegue dominar este poder, nenhum ser vivente ou não, destrói ou desvirtua este sentimento.

Incansável guerreiro do bem estar emocional, não se dá a privilégios de conforto, pois seu conforto é a mente tranquila.

Ama aos que lhe são caros, não os prejudica mesmo que estes o façam mal, sabe que se ficar com sentimentos de vingança poderá até mata-los.

Sabe que tem o poder de vida e morte, porem não extrapola o carma alheio, não lhe prolonga a vida se esta tem de se esvair naquele momento. Tudo é de seu dom adquirido, de seu prestígio alcançado por esforço ou sofrimento do passado, e por conta deste sofrimento não se entrega em brigas ou desejos mundanos.

É o senhor da verdade que entende, pois esta é a verdade original, é o conhecimento universal, então se coloca como defensor destas verdades.

Ama a todo ser vivente, entende que todos vieram de um mesmo criador, e estão entre nós para uma finalidade.

Não sacrifica animais, por saber que suas energias são suficientes para as conjurações que forem necessárias; se estas não são suficientes às procurará na natureza.

Ama a solidão, para filtrar suas energias e receber cada vez mais informações do astral superior, onde está seu verdadeiro poder.

O mago é completo em suas atribuições, autossuficiente e compreende que não deve se vangloriar pelo que tem, correndo o risco de tudo isto perder.

O mago somos todos nós, no dia em que entendermos todos os meandros de nossas existências, e os porquês de estarmos aqui a sofrer sem nada poder fazer às nossas vistas carnais.