DEUS E O DIABO EM NÓS

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Quem pode me governar?
Quem tem poderes sobre mim?
De quem sou digno filho e discípulo?
A quem devo obedecer por estar mais próximo?

Sou o que desejo ser, filho de Deus ou do Diabo, sigo a quem desejo por meu livre arbítrio, por minha vontade que o Criador deu, e sou filho de quem acredito ser, de Deus ou do Diabo.
Agradeço pela vida a quem quero agradecer; na dependência de aceitar quem eu queira como meu único mentor.
Sou assim; filho no desejo de seguir um e não ao outro; defino meu destino, se de amor e gratidão ou de agonia e desgraça pelas coisas que na vida quero.
Faço o que entendo ser sábio a mim, e neste entendimento convivo com as forças que julgo me fazerem bem, e no futuro também estarei colhendo o que plantei no dia de hoje, e com o amor ao Mestre, ao mentor que escolhi; Diabo ou Deus, feliz serei se acreditar ser ele o melhor para mim.
Porém tenho que escolher qual é melhor para o futuro, pois minha índole tem a cara de quem desejo para meu amigo de intimidades.
Este amigo será meu confessor, meu salvador se assim precisar, quem devo então procurar para esta missão, a mim ele se comprometerá; quem me dará guarita se no desespero da vida um dia me encontrar?
Qual dos dois saberá me acolher?
Ensinar-me?
Conduzir-me para a vida eterna?

Tenho o dom do livre arbítrio, que foi dado para meu crescimento, e o Criador não me obriga a segui-lo, não me obriga nem a agradecê-lo por tal; mas tenho que me valer deste direito para entender do porque o tenho, e se não souber deste mecanismo sabiamente usar; terei um dia de responder por isto, terei de pagar.
Seguindo ao Diabo, transgressão de início não farei, pois é meu livre arbítrio, porém se minha índole não lhe comporta como mentor, a minha vida será infeliz de imediato.
Se minha índole o aceitar como amigo do peito tudo poderei ter, até mesmo meu livre arbítrio deturpado por conseguir colocar normas a minhas atitudes, não conseguir parâmetros a conquistas e nem mesmo sentirei que são minhas estas.
Não farei distinção do que é meu ou de outrem, quase sempre invadindo o espaço sagrado de outra pessoa, outro universo; viverei na contramão das sabedorias do mundo, marginalizado pelo que acho correto, mas não é para meu crescimento, porém estarei crescendo também, estarei na precisão de entender do Diabo como meu deus, a necessidade de saber como sua mentalidade é, que passa ser a minha então.
De vislumbrar seus desejos e desígnio que são os meus, entender de seu modo de pensar e agir para benefício próprio sempre, que são meus desejos e benefícios.

E no entender de tudo isto saberei o que é o lado negativo do universo, o lado negro da energia interior que habita em nós.
Se optar por seguir ao Diabo estarei indo de encontro a minha necessidade de aprender muito mais que muitos, e correndo o risco de uma volta por demais demorara para o lado do bem, do amor e humildade principalmente.
Amar ao Diabo é decisão nossa, uma decisão que ninguém consegue nos tirar por conta do livre arbítrio, então há de experimentar até o ponto em que julgar aprendizado compreendido; aí a volta se fará rápida, tal qual o filho pródigo que saiu do lado do pai e se encontrou nas profundezas da vida.
Necessidade de se procurar onde nunca imaginou ter de chegar; o pecado ante a consciência humana encarnada, mas nunca saberemos se é pecado ante Deus por ter admirado um dia o Diabo e suas manhas; evidente é que nunca um amante do Diabo ficou eternamente com ele, simplesmente foi até ele, ou deixou exteriorizar seu lado sombrio para elimina-lo, posto que o Diabo não existe, mas sim o lado negativo que deixamos aflorar por nossa conta, risco e prioridade de algo saber.
A ida aos infernos da existência tem seu porque, coisa que ninguém entende, nem mesmo quem esta viagem fez, mas sabe que voltou de lá muito mais fortalecido. Era um fraco na crença verdadeira, no amor real, na fé ao Criador; Deus, e depois de tal aventura que sempre é de sucesso neste sentido, o de adquiri compreensão da vida que não entendia, do amor que não tinha e da humildade que não cultivava.
Hoje é forte guerreiro que entende muito do inferno humano e pode mais do que ninguém compreender e ajudar quem esta viagem inicia, é o soldado guardião das verdades divinas, que aprendeu se sujando no sangue e no desespero que é a casa do Diabo.

Seguir a Deus é algo que não precisa se dizer se é o correto, pois que todos farão isto um dia, mesmo que ateus sejam hoje, mesmo que não acreditem ser Deus o tudo de todos, temos o livre arbítrio, temos Deus e o Diabo dentro de nós, basta escolher quem queremos exteriorizar; aquele que o fizermos é quem nos governará, nos fará bem e indicará o caminho certo; se aceitarmos o Diabo como nosso leme na vida, tudo será como precisamos de momento, o conhecimento das forças oriundas do baixo astral, de nosso passado.
Se exteriorizarmos a Deus, teremos a conquista do mundo inferior, pois Ele também governa o mundo das trevas para que ninguém seja sugado pela eternidade; deixa que todos quanto queiram visitar estar paragens, pois lhes é necessário, e ao saberem para onde devem se dirigir adotam a Deus como seu mentor eterno.
Aceitar Deus interior como mentor, salvador é ocorrência de todos um dia, onde saberão que é a verdade interior que deve governar, e nossas verdades interiores são sempre sábias, sempre direcionadas para o crescimento, mesmo que tenhamos que ser amantes do Diabo um dia, mas será um só dia, porque precisamos disto.
Porém a vida será de amor ao próximo, de amor à natureza, de amor ao Cristo que está em nós, e de amor a si mesmo como o é a Deus.

VIDA ETERNA

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Acorde para o mundo das ilusões e tenha a ilusão que está vivo.Saiba como morrer com sabedoria e terás vida eterna.
Viva na obscura verdade e terás a morte eterna.
Acorde para viver a vida eterna.
Lute com garra e saberá descobrir como evitar a eterna morte.
Não de ouvidos a outras bocas, nem ame outros corações.
Feche os olhos para ver a verdade e ouça o coração para escutar a realidade.
Não faça de sua vida sua morte.
Não faça de sua morte a sua vida.
Tenha uma vida plena para um desencarne feliz.
Tenha uma morte consciente para descobrir a vida eterna.

Neste poema de complexas verdades se pode notar a intenção de mostrar que esta vida; ou precisamente esta encarnação é uma ilusão; algo como teatralização deste plano.

Acordar para o mundo das ilusões é ter consciência de que tudo neste plano é passageiro, nada definitivo; e o que fizer aqui, aqui ficará; ilusão, pois tudo que conquistar aqui não poderá ser levado; a ilusão de que está vivo é a sensação de estar crescendo espiritualmente; a ideia de que se está no caminho certo para o céu como alguns apregoam.

A ilusão de estar vivo dá a muita gente a confiança que é puro e amado plenamente por Deus, algo errado pois estão simplesmente tentando agradá-lo, e tentando conquistar a confiança Dele para galgar patamares melhores dentro do próprio carma.

O “Deus nos ama” é coloquial; Ele não odeia ninguém, então este amor é o único sentimento que nutre por nós.

Morrer com sabedoria é um acontecimento; morrer e desencarnar são duas coisas completamente diferentes; o desencarne é simples de explicar; o abandono do corpo após uma passagem por este plano; o morrer é terminar uma fase junto ao crescimento espiritual; morrer dentro do que há de pior no ser humano; o egoísmo, o egocentrismo e tudo que se inicia com ego, e não mais ter pertences de tipo algum; pertences estes que podem existir, mas não angariar amor exacerbado de seus donos.

A morte com sabedoria é procurar o crescimento ainda encarnado; chegar ao fundo do poço para aí se elevar a patamares nunca imaginados.

O fundo do poço é assumir todas as agonias e desgraças que lhe acontecem, sempre perdoando de coração aquele que lhe ofendeu; passar pelas situações mais adversas, até mesmo sem saída, tendo sempre a inabalável fé, isto é a morte com sabedoria; num dado instante a luz divina, a paz interior, o Cristo em pessoa lhe possuirá, lhe trará a vida eterna nesta encarnação; a partir daí, você terá um desencarne como todos têm, mas não estará mais morto, estará vivo pela eternidade. Isto significa que saberá os porquês de seus desatinos, e suas necessidades serão postas pelo plano astral sem esforço algum de sua parte.

Não precisará de fortunas materiais mesmo sabendo que poderia conseguir com facilidade; não mais desejará conforto desnecessário, porque seu mundo já não é mais aqui; estará com o corpo neste plano, mas terá plena consciência que lá é muito melhor; que lá é sua morada eterna e aqui só uma estação ferroviária, e que está esperando o próximo trem a partir.

Viver na obscura verdade é ter a ilusões de que este plano, e tudo que se aprende aqui são as verdades de Deus.

Na obscura verdade ninguém está vivo, se está morto; assim como Adão e Eva ficaram quando comeram do fruto proibido; morreram em seguida, mas ficaram encarnados mais 800 anos para terem filhos.

Esta é a obscura verdade, a verdade de que o que estamos é vivos; e a morte seria o esquecimento do que se aprendeu aqui, de que nossa evolução moral principalmente, tem de ser jogada num caixão para apodrecer junto com nosso corpo; achar que ser bom nos abre as portas do céu pela eternidade e pedir perdão às vésperas do desencarne nos abrirá as mesmas portas.
A obscura verdade é aquela que melhor soa aos ouvidos do pecador; aquela que não machuca a sensibilidade atrofiada, que engana totalmente; viver na obscura verdade é tapar o sol com a peneira, e assim terá morte eterna, a morte que irá superar o desencarne, várias dezenas de desencarnes, até que um dia numa encarnação, queira esclarecer esta verdade obscura, e então a morte eterna terá fim.

Acordar para viver a vida eterna é saber que seu encarne é prisão, para que saiba e possa descobrir um novo horizonte, e passar a sentir a vida eterna na veia de seu corpo espiritual; o Cristo é a vida eterna, e ele está dentro de cada ser, sempre esteve e sempre estará; Ele é a vida eterna, e nele que temos de viver; Ele é a união e a ramificação celular nossa com Deus.

Lutar com garra é procurar sanar seus erros e falhas, evitando a todo custo os mesmos deslizes desta encarnação e de anteriores; procurar humildade ao sofrer, não culpando terceiros e nem Deus, mas se arrepender de estar passando por tudo isso por sua culpa mesmo; erros têm de ser pagos um dia, e tu estás pagando agora.

Agradeça a Deus pela pesada cruz que carrega; se Ele lhe deu este peso todo, é que confia em você para esta tarefa, então abençoe seu sofrimento porque o Pai sabe que és forte para esta tarefa, e está fazendo grande honra ao Criador; desta forma saberá e já estará a meio caminho de descobrir a vida eterna.

Ao entrarmos em contato e acreditarmos nas inverdades religiosas que aqui se pregam nos distanciamos de Deus, tornamos esta vida eterna, eternamente distante.

O saber de Deus só começa com os ensinamentos vindos da Bíblia, e se completam com os ensinamentos vindos de dentro de si; porque a sabedoria guardada e abandonada dentro de nós é imensamente maior do que os da Bíblia; a palavra é só um pálido livro sobre Deus, enquanto nosso interior é Deus.

Então deixe Deus se expressar através do Cristo interior e as verdades Bíblicas serão palavras profundamente compreendidas.

Ouvir mestres espirituais encarnados ou desencarnados é o início de um aprendizado, porém com o passar do tempo temos que abandonar os mestres encarnados, e um dia seremos abandonados pelos desencarnados que não mais nos instruirão; durante algum tempo seremos só nós no mundo da fé, um teste para provarmos nosso valor, até que um dia como disse Jesus, uma lamparina se ascenderá e todos quanto perto estiverem, saberão desta luz, e muitos desejarão esta claridade, isto quer dizer; não mais terá mestre espiritual, porque serás um mestre ordenado e assistido pelo Cristo em pessoa.

Não faça de sua vida sua morte; ou seja, não estrague conquistas anteriores fazendo aquilo que o coração condena, não desmanche o que levou encarnações para conseguir; lutas conquistadas não podem ser desmerecidas, pois tais conquistas são importantes, evitando novos erros pretéritos além de atingir a plenitude emocional coerente, poderá evitar atrasos por vezes seculares em se chegar ao Cristo interior: assim como não devemos nos apegar de maneira tola a bens materiais, isto é fazer de nossa morte a nossa vida.

O apego material é a concretização desta morte em vida; ficar preso ao plano terreno mesmo após o desencarne; dar valor exclusivamente ao que o poder consegue; o poder que é em verdade sem valor frente à sabedoria infinita.

O apego à matéria é a escravidão do espiritualismo vazio, daqueles que não tem verdadeira fé em Deus, ou não pretendem ser arrebanhados pelo Cristo interior; o materialismo é o freio ou até a ré dos seres encarnados.

Desde nosso encarne nos preparamos para o desencarne, então temos de levar uma existência plena, regrada nas verdades de Deus, para uma passagem feliz.

O desencarne é nosso cotidiano, não a obscuridade que nos engole, nem o caldeirão incandescente que nos consumirá; apenas o abandono do corpo para uma reciclagem espiritual e nova etapa para o crescimento.

Então temos que nos preparar para este dia de forma sábia e saudável emocionalmente; pois assim como uma criança chora pelo trauma ao encarnar, nós temos de evitar o mesmo trauma ao desencarnar; em se fazendo desta forma teremos um desencarne consciente, para um dia podermos saber das verdades reais da vida encarnada e desencarnada.

Em verdade tudo isto é uma pálida ideia dos mecanismos reais a serem usados, para se chegar à plenitude do Cristo interior; ele está vivo, e existe em todos nós.

Jesus de dois mil anos atrás nos trouxe o seu Cristo, e com autorização expôs toda a verdade rumo à conquista individual da consciência divina, aquele Cristo nos disse muitas coisas, as mesmas coisas que o nosso Cristo pode dizer; pois é um só, devemos abrir os ouvidos ao nosso interior, mesmo que não ouça nada de seu interior mais puro, que é parte integrante do Pai, ele saberá que queres a verdade, então esta verdade surgirá à sua frente de um modo ou de outro.

Procurar o Cristo interior não é somente olhar para dentro, é olhar para cima, para galgar patamares de devolução mais sábios e conscientes.

O PRAZER DE MENTIR; OU UMA FORMA DE VIVER ?

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As dores da verdade são dolorosas por demais se sempre vivemos de mentiras; porque estas atraem, fazem bem ao ego que quer ser moldado desta maneira.

Não se luta por uma verdade se esta vai contra nossos desejos, se queremos bem próprio mesmo sabendo que seja momentâneo. Tudo que possa a nós beneficiar é sempre bem-vindo, mesmo que seja uma mentira a prejudicar pessoas que dizemos amar, mas neste contraponto mostramos ao mundo, menos a nós, que não a amamos.

Mentira é retrato da verdade de uma pessoa; o que seu íntimo sempre pleiteou de bem estar a si, e se não consegue se manter no caminho da verdade; é uma pessoa infeliz e sem futuro, porque teve um passado sem boa semeadura.

A mentira atrai porque infla o ego, torna o ser dono de uma situação que jamais seria de seu domínio se fosse sensata e honesta.

Torna a pessoa longe de gratas conquistas, de possibilidades interiores grandiosos; e afasta todos de boa índole, mesmo as que desejam lhe ajudar a sair desta situação de podridão moral.

A mentira é câncer que propaga pelo universo interior, corrói possibilidades e cega boas intenções alheias; instiga a envenenar a verdades por mais que esta lhe seja benéfica, porque vai contra seus torpes princípios; a menos que possa levar alguma vantagem.

A mentira é seu bem estar porque não saberia viver olhando a paz interior alheia; não saberia lidar com seus sentimentos se tivesse que explica-los a si mesmo, então camufla-os em autossuficiência para se suportar; visto que uma autoanalise sincera destruiria seu íntimo emocional.

Mentir é criar o Diabo em si, provocar sua existência de forma tão densa que este passa a existir e dominar; o lado perigoso do ser, o da autodestruição, posto que todos os valores se tornam ínfimos quando a dominação do inexistente passa a ser total.

A preocupação com o mundo deixa de existir, se este nada tiver de proveitoso a si; levando o ingrato nas promessas do Criador a se enveredar pelo universo da escuridão, que demorará por demais a ser iluminado novamente pelo Cristo, porque este como que expulso desta pessoa nada poderá fazer.

Orações de nada valerão, porque o coração está envenenado, os sentimentos adormecidos, e a auto preservação até mesmo física comprometida com dissimulações que mesmo não parecendo vão se acumulando nas paredes do coração.

Os sentimentos puros já esquecidos trarão mais e mais frustrações; tornarão frágil a saúde e a dificuldade de sair deste estado de autodestruição se torna mais evidente, porque não deseja abandonar as únicas emoções que dão sabor a sua vida; uma vida de falsas realidades.

A mentira mata, inicialmente sonhos, depois a moral, em seguida enfraquece a saúde pela vontade de ver o desespero alheio e a frustração de não conseguir desejar diferente, e nos estertores da vida sentir que toda sua vida foi uma única mentira, viver a vida que não foi combinada, não se deixou ser guiada pela divina providencia e acreditou piamente no seu Diabo interior, ao qual deu força e poder, mesmo gritando aos quatro ventos não acreditar nele.

TEME O DIABO

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Teme o Diabo todo aquele que não tem forças para combater seu lado negativo.
Teme o Diabo todo aquele que não procura compreender do porquê sua existência.
Teme o Diabo todo aquele que sabe ter errado, mas seu egoísmo lhe impede de assumir.
Teme o Diabo todo aquele que vive além do que lhe é seu, e não sabe viver sem aquilo.
Teme o Diabo todo aquele que não procura outras razões para viver no receio de ser punido.
Teme o Diabo todo aquele que não se arrisca em possibilidades interiores.
Teme o Diabo todo aquele que no receio de ser excluído da salvação nada faz para seu crescimento.
Teme o Diabo todo aquele que acumula poder, acreditando que isto o ajudará na hora da passagem.
Teme o Diabo todo aquele que sufoca opiniões alheias, e não aceita críticas, mesmo construtivas.
Teme o Diabo todo aquele que vai além do que é permitido e vive no receio de não chegar onde quer.
Teme o Diabo todo aquele que ora diuturnamente para Deus.
Teme o Diabo todo aquele que não vê futuro em sua vida, mas também não procura melhora-la.
Teme o Diabo todo aquele que dúvida de si, de seus dons e qualidades.
Teme o Diabo todo aquele que não aceitar outro ensinamento que não o apregoado pela religião que segue.
Teme o Diabo todo aquele que se vigia e se pune por acreditar estar errado, pois foi isso que lhe disseram.
Teme o Diabo todo aquele que acredita ele existir unicamente para ser nosso algoz.
Teme o Diabo todo aquele que não enfrenta seus medos, e na procura de soluciona-los o coloca como único culpado.
Teme o Diabo todo aquele que o rejeita, mas cita seu nome todos os momentos.
Teme o Diabo todo aquele que não tem forças para combater seu lado ruim latente.

O INEXISTENTE COMO DESCULPA AOS NOSSOS ERROS

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O Diabo em nós existe para nosso crescimento; para que entendamos, exponhamos e eliminemos tudo que ruim somos, através de verbalizações, atos físicos, ou pensamentos. Para que tenhamos a evolução que procuramos; e voltemos puros ao Criador; que se tornará também mais puro.

Este ser de mil faces, mas inexistente se desejarmos, nada pode fazer contra nós, porque a decisão é sempre nossa em evoluir através da cruz mais pesada do que podemos suportar; ou da luta interior em domina-lo com sabedoria, sem maltratar o universo externo e todos que ao nosso lado estão e nada tem com esta guerra interior.

Ele é essencial, porem não necessariamente prejudicial; pois isto só se formos fracos em determinar o certo ou errado; nos mostra os pontos vantajosos e que nos seduzirá, a procura em nós da fraqueza dos pecados capitais.

Ele somos nós, sempre e nunca diferente disto, porque não tem poder, mas nós temos fraquezas, e estas fazem seu papel, criam o inexistente para que sejamos maltratados por nós mesmos, na crença de que somos incapazes da evolução a que nos propusemos.

Vá além do que imagina possa Ele governar e verá que lá não está; vasculhe em si e fora de si com seriedade e não o encontrará; porem tenha receio da vida no mais tolo dos motivos e Ele surgirá forte e invencível, virá para confundir, destruir e eliminar as conquistas até então adquiridas.

Se resguarde em bons pensamentos, em verdades conferidas, em realidades sérias e na fé de tudo que saiba sobre quem habita em ti; e jamais será atordoado por conta de um misterioso que se faz anjo do mal, mas é nosso interior desequilibrado emocional, e nós em nossa incerteza das verdades procuramos dar vida a Ele, para não assumir erros ou incapacidades.

Tudo vem do intimo; o receio, medo, frustração, ódio, rancor e malgrado da própria vida, que costumamos dar a este o nome de Demônio, Diabo e Satanás; quando em verdade se chama ego exacerbado, que não encontra respaldo neste mundo mas tem de se firmar, faz parte de seu carma, de sua índole mais profunda.

Lidar ou liquidar Este só com muitas encarnações, com sabedoria adquirida a muito custo e entendimento de quem deve ser nosso diligente intimo; em caso contrario cada vez mais fundo se vai além do chamado inferno encarnado, até que fiquemos frente a nós “monstro” e passemos a lutar violentamente para não ser mais um nas garras deste que não existe, mas quer nos sucumbir.

O nosso lado negativo que não deve ser eliminado, mas sabiamente utilizado em nosso crescimento espiritual.