A NATUREZA DO CONHECIMENTO

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Na doce quietude da noite, meu corpo se espanta, se move, encanta. Na paz que vem do sereno noturno, minha mente como que em transe se torna mais leve, mais afável às verdades do mundo que durante o dia são imperceptíveis.

Reluto em querer dormir, pois sinto que este é um momento de boa reflexão; sabido que no silencio noturno as mentes se transformam em ótimas antenas captadoras do cosmo interior.

Relevo nestes instantes de transcendência noturna as maldades de que fui vítima, e que fui mal compreendido. E por instantes, numa modesta forma de agradecer esqueço tais brutalidades contra minha pessoa física ou espiritual.

Torno-me apenas mais um que não dorme, mas que em silêncio movimenta energias em prol do conhecimento que vem do além, se tornam presentes em minha mente, e aos poucos em minha vida.

Sei que ignoro as notórias verdades ditas corretas pelos homens sábios no aprendizado do correto saber.

Mas afinal meu mestre não é deste plano, somente minha sala de aula que é…

Então me curvo calmo às sabedorias terrenas, apenas para não ter atrito, porém minhas verdades vêm do alto, de cima da minha cabeça, do chacra coronário, e meu corpo sente esta notável energia.

Acalmo-me e sinto leveza, um sono que se vai para dar lugar à serenidade do doce momento que se inicia. Acalmo-me, relaxo e entro em sintonia.

Observo os instantes que me trazem as verdades que sempre soube existirem. Faculto meu conhecimento em pura verdade de vida, de sobriedade moral e emocional; criando assim o salão para estudos das realidades não compreendidas, mas verdadeiras deste plano.

Ao relaxar de meu corpo em quase transe, noto que ele se sente bem e familiarizado com o cardápio do relaxamento. Como um “Q” de saber que está na hora da viagem do conhecimento.

Nos momentos que estou em minha sala particular de estudos, sinto calma deliciosa em todo meu ser, é o alpha bíblico que Jesus, o Cristo sentia no som do bater de meu coração, que é ouvido por minha mente; revejo minhas tristezas e as perdoo, revejo meus rancores e os absolvo, assim como faço com os agressores que os praticaram.

Na fase mais profunda de minha viagem sinto a presença de alguém, é meu Cristo interno que levemente se mostra; uma doce verdade que um dia se tornará realidade.

Sua existência em mim sempre foi eterna, porém me recusava admitir sua morada, coisa de ignorância inocente.  Sei que praguejava muitas vezes contra mim, mas era irá tola.

Em verdade vivenciava meus erros, e tentava de forma violenta me redimir, causando desamor a mim, na verdade nunca conseguindo.

Aos poucos noto que minha irá é perda de bom e útil tempo; um desgaste inútil de forças contra mim mesmo. E no avançar dos minutos neste estado de torpor, vejo que sou um universo; uma dádiva de grande e poderoso valor. Presente do divino que até hoje não soube corretamente aproveitar.

Refaço minha opinião dos acontecimentos e uma nova maneira de encara-las. Tentando assim de maneira cada vez mais sábia entender-me; e ao mundo que me rodeia.

Sei que não é o mundo que muda, mas sim o nosso entender sobre ele, que o torna diferente e mais acessível ou não.

Não transgrido meu modo de pensar, apenas me reservo no direito de compreender melhor certas circunstâncias não compreendidas.                        

Volto a dirigir minha vida, porém de maneira menos torturante a pessoas que convivem comigo através de minha nova compreensão. Faço por merecer o que mudei. Então me presenteio com esta nova atitude.

Por fim transformo a noite de sono que se poderia julgar perdida; em momentos de profunda reflexão, e bons atos de amor a mim; no simples sentir meu respirar passo a meditar; gesto de fácil execução que muito prazer divino traz, em alegria converte meu corpo, minha mente e espirito.                          

Sentir a natureza pulsar no corpo, ouvir a terra pulsando em nossa pele, sensível e amável.

Este é o contato com o divino, o bem-estar de estar em silencio e ouvi-lo, de estar em contato com meu corpo, meu respirar e senti-lo. Pois nosso corpo pertence a Ele, nossa mente pertence a Ele, e através desta simples atitude do meditar, sua presença divina se faz notar, e nos enriquece de benfeitorias corporais.                                                                        

No tempo que nesta atitude me empenhei, nada de meu tempo foi desperdiçado.

A noite utilizada, e os dias que na sequencia virão, serão por demais valorizados por estes momentos; minha vida em qualidade se harmonizará, porque com minha essência voltei a comungar.  Adotei há anos o mestre Jesus como único conhecedor de minha existência.  E desta forma a Ele sempre dedico alguns momentos diários.  Ouço conselhos no silencio do meditar. Escuto broncas de meus erros e as assumo, mas a felicidade dos momentos com o mestre é sempre presente.

Atitude que aconselho a quem quer crescer dentro de si, a quem quer ser verdadeiro consigo mesmo. Ter sua natureza humana valorizada por si e por outros que o conheça, é a meditação do silencio com o Mestre interior, o caminho para as verdades que não conhecemos, mas nos é cobrado. Valorize a ti, e o mundo lhe valorizará pelo que a ele transmitir. Faça de uma noite não dormida um lucro interior de grande valor.

SOU FORTE

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Em mim procuro respostas tantas que duvido tê-las por completo; não que as desconheça, mas meus ouvidos são surdos a tantas contrariedades. Procuro saber de meus erros pela vida, mas tenho o entendimento que não haverá resposta que supere minha tola incredulidade.

Sou crente, mas descrente do que não me agrade; tenho fé, mas é abalável se me trouxer prejuízos materiais, físicos e emocionais; tenho certeza, ela é frágil, simplória, não sei lidar com complexas cobranças da vida.

Tenho vontade de tudo solucionar, porém as soluções corretas são sempre as que não me agradam, as outras são apenas paliativos pelo que notei em tantos e tantos momentos destas respostas.

Vivo na procura de mim, nunca me encontrando verdadeiramente, porque recuso olhar para meu interior a procurar minhas falhas, tanto que as observo em outras pessoas; recuso assumir estas por acreditar ser perfeito, não admito ser imperfeito, porque fui feito a imagem e semelhança do Criador, e isto tudo me confunde, me agride o bom senso que acredito ser coerente.

Mas não posso deixar de acreditar que estou aqui para um objetivo, crescer, pagar, e penar o que for preciso para livre do reencarne um dia ficar. 

Tenho de acreditar nas tais verdades que ouço, mesmo amargas que possam parecer, tenho de ser meu juiz sem meias palavras quando me impuser facetas a desempenhar, e meu carrasco quando for maltratado por mim nos momentos de paga.

Entendo; porém assumo ser difícil aceitar, compreendo que estou a pagar, mas sempre acredito que possa ludibriar meu carma, meu espirito, e não passar por tantas penalizações que a vida, que a minha vida exige.

Sou descrente, mas deverei acreditar, não tenho fé, mas devo firmar minha meta em tudo solucionar, somente assim conseguirei me encontrar, e ver que posso ser feliz mais do que sou, tendo uma alegria consistente, uma felicidade coerente, e não falsos sentimentos de bem-estar, que se vão ao primeiro desapontar da vida.

Sou eterno mesmo desencarnando, sou forte mesmo enfraquecendo por estar procurando minhas verdades dentro de mim; sou filho de Deus por assumir erros do passado que procuro agora corrigir.

DORES INSUPORTÁVEIS DO PASSADO

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Quando nos entregamos a dizer o que vem à mente, falar do que a sente, e o sentir logo após é mal-estar de ter lembrado; é em nos a sensação de tristeza profunda, coisa de muita dor a vir à tona, de nos flagelar a alma em dor sentimental, em sacrifício monumental ao suportar tamanho relato.

Dizer o que queremos e não gostar de sentir o que passamos no passado ou no momento do relato é expor que somos muito sensíveis ao ocorrido; que não nos desvencilhamos do mal vivido, e no entender que isto não nos faz bem, percebemos que estamos ainda presos ao que existiu, e que por nossa dificuldade em relatar ainda é vivo em nós; o sentimento que vem; que aflora e nos penaliza por ter sofrido, ou por não ter sabido levar a tal situação em nosso emocional; o golpe que o destino desferiu e não nos mostrou a cura; um sentimento que nos desencadeia a cada nova lembrança do ocorrido mais lagrimas de dor, mais reclamações silenciosas da vida. É a vida não engolida naquele momento passado que temos de mastigar pela eternidade se não soubermos dele desvencilhar.

Foi um instante de mudança intensa na vida; o divisor de aguas, e este ainda não deixou de vasar as dolorosas aguas do sofrimento já passado; evidente que mudamos depois de tão incessante sofrer, e aos poucos esta lacuna ainda a ser preenchida em nós, vai se esvaindo em dores emocionais a cada lembrança relatada.

Temos que suportar, é nossa cicatriz a carregar até podermos por nosso carma sarar; a dor ainda latejante que nos martiriza e nos faz gritar em silencio pelo amor de Deus, que parece ter nos esquecido naquele instante.

Viver desta forma é não se sentir feliz por ter um passado que não pode ser lembrado, se envergonhar de lagrimas derramar jamais; é para se envergonhar. Porém tentar engolir é pior que vomitar sempre que dá vontade; simplesmente ter de esperar que este mal-estar passe, amadureça e caia no esquecimento de nosso emocional, que fique abandonado no ontem muito atrás.

Um sofrer destes é para sabermos onde fica nosso ponto fraco; onde iremos sofrer se não soubermos a vida levar, se não soubermos como conduzir o emocional, e no golpe certeiro neste ponto caímos e temos duras provas antes de levantar, é também uma amostragem que somos muito sensíveis, e esta sensibilidade é provação para uma missão que nos trará alegrias no trajeto.

Tudo é compreensão de que todas as maneiras de viver e até sofrer são para o crescimento interior, para o burilar dos sentidos mais altruístas, do conversar com o altíssimo sem dúvidas a ter de que é ele a nos responder.

 

O MESTRE E O LÍDER ESPIRITUAL

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O mestre nos mostra o caminho, porém não nos acompanha.

O líder espiritual não nos leva por este caminho, nem o mostra.

 

O mestre entende que devemos desvendar os meandros do caminho.

O líder sabe que não pode mostrar estes meandros.

 

O mestre nos põe a prova a todo instante, para testar nossa fé.

O líder não faz isto, sabe que seus seguidores tem uma fé insegura.

 

O mestre sabe das necessidades de seus instruídos.

O líder sabe unicamente de suas necessidades.

 

O mestre não foge de indagações, e sempre tem uma resposta, e se não tiver, é por decidir que o aluno deve procura-la dentro de si.

O líder sempre tem uma resposta, porém não pode ser contestada.

 

O mestre é um iluminado, não teme ser superado em conhecimentos pelos seus alunos, porque sabe ser do mestre a missão de preparar estes para supera-lo um dia; porém esta não existe; o mestre não acredita que traga crescimento, apenas competição.

O líder tem conhecimentos, e manter seus seguidores sem estes é primordial; para que não perca a liderança; sabe que conhecimento é limitação quando se trata de Deus; e iluminação é superação de horizontes a todo instante.

 

O mestre sabe sempre o melhor para um aluno, mesmo que em sofrimento esteja, e entende que desta situação ele precisa para algo aprender, o mestre não aliviará sofrimentos, mas dará indicações de como ameniza-lo e se for de seu destino elimina-lo.

O líder sabe que o sofrimento de seus seguidores é combustível à sua liderança; entende que se eliminar estes obstáculos não precisarão dele no futuro.

 

O mestre respeita outros mestres, entende que a sabedoria não pertence a ninguém; é de todos, e a conquista desta é por dedicação e sinceridade com o plano superior.

O líder vê em outro líder uma concorrência na conquista de seguidores, e seus conhecimentos que são inseguros; sente que pode ser prejudicado ao ser indagado por este novo líder, e se deixar em dúvida quem o segue perderá poder.

 

O mestre não sabe o que é insegurança, porém se a sente não a teme, a enfrenta para entender do porque esta dúvida, e fica mais sábio quando desvenda o que atormentava.

O líder sente insegurança a todo instante, porque suas respostas suprem parcialmente a si, e no receio de ser indagado torna os conhecimentos de quem o segue complexos ensinamentos; onde estes não saberiam responder a qualquer pergunta com suas próprias palavras.

 

O mestre não se formou nesta encarnação; não conquistou adeptos por suas palavras ou conhecimentos; este veio se preparando a muito tempo, e os que o seguem foram colocados pela divina providência, para que no futuro sejam mestres também, e tenham seus seguidores; deixando assim uma regra rígida, onde só os realmente sinceros e humildes podem seguir e serem seguidos.

Os líderes se formaram nesta encarnação, ou vieram preparados para desvirtuar os de mente fraca, aqueles que não acreditam verdadeiramente; materialistas inconscientes ou que estão em grau de involução; porquanto estes não sabem raciocinar se está certo isto que Deus coloca, ou que o Cristo disse.

 

Mestres não precisam se explicar a ninguém, se não entender de suas atitudes que são sempre corretas, é porque não está preparado para segui-lo.

Líderes não se explicam porque lhes mostraria as falhas humanas, e a principal de não ter sido escolhido para ser um mestre; alimentar o desejo de ser líder, colocando ideias unicamente suas em cabeças que não tem poder de dedução.

 

O mestre conhece o poder da palavra e respeita este poder; sabe que muito pode se construir ou destruir através dela.

O líder tem o dom da palavra, e não sabe como conduzi-la no real benefício dos que a ouvem.

 

O mestre se propõe ao crescimento de seus seguidores, entende que falhas são coerentes por estarem à procura de si em si, e respeita seus erros, que mesmo sabendo infantis muitas vezes, não critica; analisa e tenta alertar sem obrigar que seja obedecido; porque desta forma que todo estudante na sabedoria universal tem de ser; um analista de tudo quanto lhe chega aos sentidos físicos ou não.

O líder não colabora com o crescimento de seus seguidores, apenas os orienta no que devem fazer para conseguirem o que desejam; porém lhes passa os benefícios no que tange ao progresso material; sem especificar o que é a verdadeira salvação.

 

O mestre sabe das orientações do astral superior, porque entende os sinais que lhe chegam, repassa tudo que é confiado e permitido ensinar; não se arrepende desta atitude, porque se lhe foi confiado tantos detalhes, deverá no devido tempo e na coerência dos neófitos a seus cuidados e sua condição de aprendizado, repassar estes conhecimentos; sabe que quanto mais instruir mais será instruído pelo divino astral.

O líder pouco sabe do mundo invisível, apenas deduções muitas vezes sem sentido; porque não elabora conjecturas, não se lança a teorias e teme explorar os conhecimentos que lhe chegam, por crer colocarem em risco o que sabe, entendendo que pode cair em contradição, se permitir muitos conhecimentos serem levados a seus seguidores, sem que tenha respaldo para dar suporte a possíveis duvidas que surjam.

 

O mestre toma todo novo conhecimento, e o processa para utiliza-lo futuramente, se este for necessário e coerente no momento que se apresentar.

O líder toma todo novo conhecimento e o elimina por não visualizar coerência no que aprendeu, porem compreende que uma nova informação que assumir, mas não conseguir dominar completamente, coloca em risco tudo quanto tenha conquistado até então.

 

O mestre vê em cada horizonte, possibilidades de se aprofundar em suas teorias e modificar verdades já solidificadas.

O líder não vence horizontes se julgar insegurança de seus conhecimentos duramente compreendidos; pois quando da formação destas teorias, teve de ignorar muitas informações para chegar a alcançar este estágio; que entende ser frágil se corretamente inquerido.

 

O mestre é um líder nato, sem que procure conquistar aos que o seguem; não precisando lhes agradar com palavras ou atitudes, simplesmente porque os faça bem, estes carinhos.

O líder precisa conquistar a seus seguidores, para que continuem lhe seguindo; muitas vezes com temor da derrocada espiritual, se não o ouvirem em suas colocações espirituais.

 

O mestre é sábio conselheiro; procurando soluções que caibam exatamente no individual de cada ser; entendendo que todos têm carmas diferenciados, e desta forma um conselho sábio a um, pode ser derrocada a outro.

O líder tem um mesmo conselho para todos que julgue estar com o mesmo tipo de problema; porém não compreende as lições que cada indivíduo tem de aprender, que cada estudante tem sua lição a desenvolver, e se for mal orientado nesta tarefa, trará a este, prejuízo que pode se estender além desta encarnação.

 

A segurança do mestre se baseia em sua visão metafisica da situação, não levando em conta possibilidades deste plano, não generalizando pessoas ou problemas; se coloca como visionário analisando cada prioridade e suas consequências, e prevendo que por algum motivo a divina providência está desta forma atuando; trazendo conflitos que julga desnecessário ao aprendiz, porém é uma aula a ser desenvolvida que não foi compreendida no passado.

O líder se baseia no que entendeu do santo livro, não aceitando ou se limitando a falar apenas o que sua inteligência lhe permite; não se entregando a divagações que as entrelinhas da Bíblia trazem; não aceita também outras obras a acrescer conhecimentos sobre a palavra de Deus, entendendo que estes incorreriam em horizontes complexos demais a serem explorados; muito além de sua capacidade, ou de seu controle como líder que diz entender tudo sobre a obra do Criador.

 

O mestre sempre sabe o que diz, mesmo que se perca em palavras em meio a suas explicações; neste momento é o divino astral tomando-o como interlocutor para trazer ao ouvinte informações que só este entenderia; ficando vetada a completa compreensão das informações, porém o mestre irá somar mais este conhecimento a sua sabedoria, pois mesmo que as informações sejam de cunho individual, há nestes ensinamentos, dados que o mestre desconhecia; e que com o passar do tempo lhe trará mais autoridade sobre o que manipula; a aproximação das verdades divinas dos seres que as procura para sua própria evolução.

O líder apenas sabe o que aprendeu; se aprofunda no que entende, porém não vai muito além; se acomoda neste saber por não estar preparado para se lançar a conhecimentos espirituais mais complexos, é o materialismo que em si impera, que o impede de progredir no aprendizado por não ter boa índole para ouvir e valorizar corretamente o que lhe é passado.

AS PALAVRAS

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Não precisamos falar a Deus, precisamos ouvir suas palavras, não precisamos nos colocar a frente Dele, deixemos que ele se coloque a nossa frente, pois quem mais precisa ser ouvido somos nós e só seremos ouvidos ouvindo ao Pai, ouvindo nosso interior que sempre sabe das coisas para nosso bem-estar.

As palavras salvadoras muitas vezes vêm de bocas encarnadas que nem sabem o que estão falando a nós, que não entenderiam que uma anedota, seria a pista para um problema grandioso em nossa vida.

Coisa estranha de se dizer, mas é uma verdade, o Mestre não nos fala somente através de sonhos ou orações, nos fala por outros que de alguma forma são colocados à nossa frente, e em meio uma frase bem colocada ao nosso coração, nos sugere a solução, a explicação, o entendimento de algo que muito nos perturba.

Somos descrentes neste tipo de acontecimento, acreditamos que o Pai ou o Mestre virá a nós pessoalmente e nos dirá.

Porém não notamos que leis da física são criadas por Deus também, e não podem ser modificadas nem mesmo por Ele, pois perderia seu crédito diante de sua criação matéria. Então nunca um ser divino terá corpo matéria por surgimento do nada, apenas de encarnação.

O que podemos ver é a imagem ectoplasmica de nossa própria produção, aí o Mestre pode se tornar visível, mas não tocável, porque ele não está em matéria a nossa frente, não está presente; mesmo porque ele em espirito não se manifestaria desta forma, e sim aos que o entendam; que o compreendam ao ouvir os próprios pensamentos, mas somos imaturos nesta forma de conversar com Deus; não éramos.

Para ouvir o Mestre desta forma, só acreditamos no que vemos e sentimos, porém em nossa “imaginação” não confiamos, não aceitamos ser do Mestre tal conselho, principalmente se este for contra nossas vontades, aí surge o temido Diabo, Satanás e outras baboseiras para dificultar o entendimento, culpa nossa também, e desta forma nunca saberemos a verdade pendente e de que precisamos solução.

Colocamos o Diabo sempre à frente de Deus quando este fala coisas sérias que não nos agradam, haja visto que neste mundo há mais coisas a não nos agradar do que a nos fazer felizes, numa linguagem carnal e materialista.

Porém na visão espiritual Deus sempre fala a verdade, através de nossos pensamentos; de bocas alheias ou até mesmo em sonhos, nunca criaria uma inverdade para nos agradar ou para nos amedrontar.  É sua forma correta de agir para conosco.

Quando se fala de Deus nos dirigindo a palavra, se fala da centelha divina a nos confabular; da centelha interior, o grão de mostarda a nos dizer das verdades, ou mais, de nossa verdade individual; e se nos recusamos a entender disto; estaremos sim dando vida ao Demônio que sempre nos atrapalha, se não compreendermos as mensagens sábias que nos chegam, e vem de nosso interior puro, estamos fazendo com que o monstro a que aos tolos ludibria e faz crer, existir.

Esta é uma criação nossa e não do mundo materialista, não do lado sombrio da humanidade, mas criação individual, criação de cabeças fracas em aceitar uma verdade que não seja de seu agrado.

O Mestre não tem obrigação de nos dizer o que agrada, mas o que nos faça bem, mesmo que pareça para nosso mal-estar.