A DELICIOSA DOENÇA QUE SE CHAMA PAIXÃO.

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A paixão é uma doença deliciosa, com efeitos colaterais fantásticos; e no tratamento que se deseja jamais terminar; o carinho com que se é tratado, a vontade de dosar corretamente os medicamentos que manterão o adoentado com saúde, porém cada vez mais dependente.

Nesta vontade de dependência se procura múltiplas formas de dosagens, porém todas as maneiras levam ao que se mais deseja, ficar cada vez mais a mercê de quem quer de nós cuidar, e na reciprocidade do carinho recebido, fazemos o possível e impossível para agradecer, sempre da maneira mais carinhosa e às vezes uma vontade quase violenta de se empenhar.

Esta doença chamada paixão pode também evoluir e se tornar amor, muito mais densa e permanente, com meandros complexos de tratamento e possível não cura, mesmo que o vitimado queira desta se ver livre.

O amor progride e consome o ser, dando mais força interior e eliminando qualquer tipo de stress, demonstrando serem seus efeitos colaterais mais profundos e irreversíveis que a paixão.

A cura pode ocorrer futuramente, quando o vitimado deixar de ter paixão ou amor; porém traz carência e dificuldades de reabilitação; portanto haverá dependência em alto nível a quem passou ou passa por tal situação.

Durante a convalescência da paixão o ser pode ficar com olhos brilhantes, calor do corpo intenso, mãos soando, arritmia, constante descontrole erétil, mentalmente dependente em uma só finalidade, e quando encontra a razão desta dependência um descontrole físico e emocional, onde perde a noção das palavras e o corpo sem controle se entrega em desvario que chega a ser perigoso, pelas possibilidades de pequenas violências e entrega de si sem dosar consequências.

Paixão e amor são constantes neste mundo, transmissível por olfato, saliva, secreções seminais, e olhar perturbador; seu tratamento deve ser continuo; porém dependendo do grau que atinge é irreversível sua cura.

Se entregue a estas deliciosas doenças, que só fazem bem ao corpo mente e espirito; ao mundo que muito precisa se descontrolar neste destruidor sentimento que corrói tudo que de ruim existe.

Seja feliz em ser mais um doente incurável, que precisa de cuidados eternos, e jamais desejará estar são; porque estar apaixonando ou amando é a sina mais desejada de quem verdadeiramente se ama.

PAIXÃO; LOUCA E SEDUTORA ILUSÃO.

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Em todos os sonhos devemos procurar razão de existir em nós, os mais inusitados a nos permear os pensamentos e provocar arrepios em determinados momentos; são desejos da alma, que quer se satisfazer ou trazer algo que prometemos e estamos prestes a não fazer.

A fabulosa paixão cantada em verso e reclamada por quem disto dúvida ser essência da vida, do desejo que quer sentir macular, da vontade ao insano pecado se entregar, e na louca perdição se prejudicar o suficiente, para o doce sabor deste erro poder ter até a desilusão.

Em tantas quantas vezes que queiramos ao amor sem futuro nos embrenhar, saberemos que é decisão não do coração, mas do íntimo mais profano, que em nosso interior deseja se sujar naquilo que é gostoso de sentir e tocar, se profanar no pecado que julga ser, e desta forma feliz pecador se tornar.

Fragmente seu peito em dor lancinante se isto lhe faz bem, sinta o amor a cortar suas carnes se isto lhe faz sonhar, mas saiba que doença de amor faz crescer, faz aceitar os lances da vida com mais boa vontade, e nestas vontades quando tudo passar; saberá que se entregou, e ao invés de perder muito mais passou a ganhar.

Tenha em si sempre a certeza da voracidade da paixão, que come sem mastigar, não deixa pensar, somente aniquila, e da entrega sem medida todos os sentidos anulados se tornam, para num delicioso idílio de amor quem sabe se encontrar; pois amor e paixão nem sempre fazem parte da mesma conjugação.

O prazer por toda parte está, basta em qualidade podermos escolher, em essência poder nos entregar, e a vida será de amor pela humanidade, pela existência pela eternidade. É o prazer de viver, de crescer sem a ninguém prejudicar.

Mas tudo é ilusão, a vida que se acaba num instante; a paixão que vai como veio a nos perturbar a mente, e o que a gente sente passa a ser doença incurável; morte que se torna preparada, porque não soubemos estas emoções sem fim dosar, estas sensações calcular e poder controlar.

Ah paixão que não vem do coração, mas da mente que cega de precisão desta louca entrega, se torna escrava de si em outra pessoa; que é insana, que loucamente faz o corpo se acabar em tantas quantas vezes quer a outro corpo amar.

Mas tudo tem solução, um dia esta danada irá em nós esfriar, e sentido e ressentido aceitaremos mesmo que de malgrado que ela se vá deixando marcas que podem jamais sarar, mas nos fará bem ter por esta febre insana, um conhecimento a mais de quanto o ser é vítima de si, quando não pode os sentimentos dominar.

Faça sua vida, ou a descubra depois da paixão terminar, do desejo de ser louco alucinado a se fragmentar, porém quando em desnorteio ficamos após a febre da paixão, pouco de nós resta; um corpo dolorido de tanto amar e não poder mais este cansaço sentir, e o coração rachado que não para de sangrar; a vida enfim sem sentido quer ficar.

São tantas opções pela vida que nos perdemos em escolhas sem frutos, sem entendimentos que valham o esforço, mas procuramos realidades que só a nós podem fazer bem, o desejo de ser alguém através de outro alguém. A paixão pela vida, pelo desejo de ser feliz, mesmo que sofrendo, mesmo que sabendo nada, vai além do se perder no que só nós sabemos, que pode nos fazer bem.

O NÃO PECADO

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Sexo não é pecado; mesmo que em entrega por gosto sem amor.

Não é errado, mesmo que sem sentimento profundo pelo outro ter.

Não é vergonhoso se na carência procurar se resolver.

Ou na vontade de estar com alguém que nos possa suprir.

Sexo não é pecado se não for usado como ganha pão; se não for utilizado como vingança ou humilhação.

Sexo é saudável se der vazão à boa emoção; se trouxer doce sensação; ou acalmar o coração de carinhos que o corpo precisa.

Vontade de sanar o vazio que a vida traz; forma de ser de alguém, mesmo que dure pouco, que seja rápido, mas que eleve o emocional.

Sexo é sensacional para viver em paz com o mundo, não é vergonhoso se souber administrar seu interior, é maravilhoso se compreender do porque existe, e delicioso se naquele instante deixar de ser individual.

Sexo é criação divina também; relacionamento íntimo com alguém; vontade de ser alguém a outro que nos quer bem, mesmo que este não nos leve muito além daquele instante; porque o que realmente importa é o equilíbrio emocional, se nos faz bem ter relação sem compromisso assumido, que mal tem.

Se nos cai bem assumir um amor eterno, melhor não tem; porem se nada disso for possível, mas uma descarga de emoções por absoluto prazer sem compromisso, mas com sinceridade, honestidade, e igualdade, e nosso coração assim permite; que mal tem?

Sexo é prazer físico e emocional, complemento de nosso íntimo ser, com outro que nos faça bem; ter junto ao corpo a química deliciosa e ativar secreções boas ao corpo; porém não sofrer para estes momentos ter; não se submeter sem lucro emocional levar, sem amor próprio poder aplacar.

Sexo é se entregar, ser feliz, que seja por alguns momentos, fazer o corpo vibrar, entender que somos universo individual, porém com vontades a serem compreendidas e completadas.

Sexo é viver bem consigo e com o mundo, e mesmo que não tenha um amor permanente, que seja um constante que traga felicidade; não nos veja com maldade, ou queira em nós só prazeres sem profundidade.

Sexo é também amor, se amar para se dar em delírio de prazer acreditando merecer; não é leviandade se for para carinho produzir de coração; não é prostituição se a única coisa a cobrar é sinceridade; não é vergonha se entender que a vida tem também a presença divina nestes momentos.

Sexo é a vitamina da vida, o tantra que leva a Deus, a Kundalini que traz a vida eterna; o remédio que revigora todo o corpo; que libera ácidos essências e elimina toxinas; rejuvenesce e faz o mundo ser mais amado.

Produz sensações de profunda afeição a quem não conhecemos, e milagres em dores e doenças existentes; o santo remédio ignorado pela humanidade; a pedra filosofal do bem viver.

Sexo é prazer individual adquirido com outra pessoa, não precisando depender de ninguém para manter esta deliciosa sensação; não necessitando estar ligado, se a moral implantada desde infância não exigir; e trazendo todo bem-estar do momento que foi passado se precisar de um estimulo a mais; sentir no corpo por muito tempo os prazeres e vibrações de um sexo bem feito, sem receio e com carinho.

Esta é uma exacerbação do sexo sem amor? Não; é uma sublimação do sexo pelo amor próprio, pelo desejo de estar vivo mesmo sozinho; de se sentir merecedor das boas alegrias da vida sem obrigatoriedade de pertencer a alguém; entender que se pode ser feliz sendo dono de sua existência.

E tudo neste mundo individual, deve seguir sempre a mesma lei básica, nos fazer feliz, e se assim formos verdadeiramente, tudo é possível se não ofendermos ao próximo.

O SEXO

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No sexo devemos fazer o que nos faz bem, mesmo que o mundo condene, e se este assim o fizer é porque não foi feliz por não ter tentado, é infeliz por ter se resguardado no que diziam ser pecado.

No sexo devemos nos entregar, não nos pertencer se isto dá prazer sem sentirmos ser pecado; se tornar outra pessoa neste instante para mais deliciosamente o bom da vida saborear.

No sexo só é proibido fazer o que não gosta, e o que sente prazer mas traz desconforto, encontrar tesão para que o inconveniente se torne aliado no maltrato delicioso que se faz ao corpo.

No sexo só se condena o que não é bom ao emocional, porque mesmo o corpo não encontra prazer quando tudo deveria ser maravilhosamente gostoso, mas traz-nos inconveniente interior.

No sexo o prazer pode ser muito maior em ver o prazer do outro se deliciando com nossas caricias, entregando nosso corpo ao delírio do êxtase e não temendo crítica por nos tornarmos amante sem limite, sem medo, sem vergonha de ser feliz dando felicidade.

No sexo a vida se faz ou se refaz, se conserta ou se procura outra forma de ser completo.

No sexo o limite sempre vai além, porque neste além pode estar o prazer maior, o desejo sem fim e a resistência física que se esvai, mas continua a desejar mais.

No sexo quanto mais nos perdemos maior o prazer, quanto mais nos sentimos não donos de nós mais delicioso é o momento, quanto mais nos colocamos a servir a pessoa amada maior o prazer carnal, emocional e espiritual que nos é provido.

Sexo é evolução emocional, crescimento espiritual e embelezamento do corpo através das tantas químicas lançadas em nosso organismo durante os rituais de prazer que promovem transformação e bem-estar por horas e dias.

AMANDO E SE AMANDO

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Por entre encontros e desencontros da vida, muitos abraços e desafetos, muitos beijos e desgostos; muitas vontades consentidas e frustradas constatações.

Por braços e pernas amorosas um amor que não era profundo, e se extinguiu nos primeiros encontros, muitas promessas construídas na areia que o mar levou.

Nas bocas sedentas de amor e paixão, que era apenas fogo que pouco durou, que se esvaiu como o prazer que foi instantâneo e sem profundidade.

No sexo que era flamejante no primeiro instante; esfriando com o contato que foi rápido; o desejo de nada disso levar à frente. Simplesmente o prazer a ser sanado, como vontade pouca.

Mas as experiências se somam, enriquece quem sabe delas estudar os porquês, e dentre estes; a compreensão de que se quer mais que sexo sem valor, sem profundidade e almejar algo além da carne.

E se em verdade nada acontece por acaso, as lágrimas derramadas ao chão, foram para algo mais rico ser germinado; a sabedoria além do sexo sem amor, a vontade que perdura após muitas camas com a mesma pessoa.

A boca que sente saudade, o corpo que cansado não quer descansar, o desejo que se refaz ao primeiro molhado beijo.

O descanso é fatal, porém não demorado; a vontade é quase obrigatória, porque a paixão assim deseja; e tudo recomeça inúmeras vezes, reinicia para não ter hora de parar, e quando para é por exaustão total, não por extinção da vontade.

Se isso é amor, paixão, amantes insaciáveis ou procura de si persistentemente em outra pessoa não importa; o que vale é se sentir acima da moral colocada, do falso amor apregoado, de cada um dos envolvidos; porque não são homem e mulher, mas pessoas na procura da satisfação acima deles mesmos.

O sexo é criação de Deus, e nada se pode contestar quando algo deste quilate está ocorrendo, apenas deixar que siga seu curso, e todos quanto censurarem ou negarem os acontecimentos são amargurados, não tiveram a paixão docemente a lhes consumir, lhes roubar o sono em abraços deliciosos, em vontades perturbadoras ou beijos de adormecer os lábios.

Todas as verdades que se coloca, se propõe ou limita, perdem noção de horizontes quando nos entregamos ao amor, porque quem governa é o prazer de nos pertencermos a alguém, ser possuído sem receio de ser consumido; ficar enlouquecido com tantos abraços fortes, beijos deliciosos e roupas que desaparecem do corpo sem ao menos sabermos como isto ocorreu.

Tudo isto é a procura esperada, que muitas vezes se julgava não merecer, o prazer de a alguém pertencer, a vontade de criar raízes, mas continuar procurando a si neste plano, pois mesmo que seja alma gêmea; tudo no fim da existência terminará.

Mas tem-se que aproveitar, se amar, amar e perder os sentidos sempre que possível, porque deste plano nada se leva, só as emoções a nos enriquecer interiormente.

QUANTO MAIS…

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Quanto mais nosso coração for estimulado mais prazer no corpo teremos.
Quanto mais desejo tivermos pela pessoa amada, mais acessível se torna o corpo.
Quanto mais vontade tivermos de quem amamos, mais sensível ficaremos fisicamente, independente da distância.
Quanto maior o prazer nos momentos de amor, mais aceitaremos o que era dolorido ou imoral.
Quanto mais nos entregarmos a quem adoramos, menos desejo de ter exclusividade sobre o próprio corpo sentiremos.
Quanto mais entregarmos o corpo apaixonadamente, maior a sensação de felicidade.
Quanto mais formos invadidos fisicamente, maior o prazer que perdurará após tudo terminado.
Quanto mais invadidos sentimentalmente, mais loucas brincadeiras aceitaremos, e adoraremos o que antes era pecaminoso.
Quanto mais nos perdermos em posições ou conversas íntimas, mais nos encontraremos como pessoa saudável.
Quanto mais vivermos um amor de verdade, mais difícil será nos contentarmos com pouco.
Quanto mais amarmos uma pessoa, mais amaremos o mundo e a nós também.
Quanto mais carinhosas as palmadas, mais gostosa será esta doce violência, que só dará prazer.
Quanto mais intenso os beijos, maior a sensibilidade do corpo no ato praticado simultaneamente.