DORES INSUPORTÁVEIS DO PASSADO

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Quando nos entregamos a dizer o que vem à mente, falar do que a sente, e o sentir logo após é mal-estar de ter lembrado; é em nos a sensação de tristeza profunda, coisa de muita dor a vir à tona, de nos flagelar a alma em dor sentimental, em sacrifício monumental ao suportar tamanho relato.

Dizer o que queremos e não gostar de sentir o que passamos no passado ou no momento do relato é expor que somos muito sensíveis ao ocorrido; que não nos desvencilhamos do mal vivido, e no entender que isto não nos faz bem, percebemos que estamos ainda presos ao que existiu, e que por nossa dificuldade em relatar ainda é vivo em nós; o sentimento que vem; que aflora e nos penaliza por ter sofrido, ou por não ter sabido levar a tal situação em nosso emocional; o golpe que o destino desferiu e não nos mostrou a cura; um sentimento que nos desencadeia a cada nova lembrança do ocorrido mais lagrimas de dor, mais reclamações silenciosas da vida. É a vida não engolida naquele momento passado que temos de mastigar pela eternidade se não soubermos dele desvencilhar.

Foi um instante de mudança intensa na vida; o divisor de aguas, e este ainda não deixou de vasar as dolorosas aguas do sofrimento já passado; evidente que mudamos depois de tão incessante sofrer, e aos poucos esta lacuna ainda a ser preenchida em nós, vai se esvaindo em dores emocionais a cada lembrança relatada.

Temos que suportar, é nossa cicatriz a carregar até podermos por nosso carma sarar; a dor ainda latejante que nos martiriza e nos faz gritar em silencio pelo amor de Deus, que parece ter nos esquecido naquele instante.

Viver desta forma é não se sentir feliz por ter um passado que não pode ser lembrado, se envergonhar de lagrimas derramar jamais; é para se envergonhar. Porém tentar engolir é pior que vomitar sempre que dá vontade; simplesmente ter de esperar que este mal-estar passe, amadureça e caia no esquecimento de nosso emocional, que fique abandonado no ontem muito atrás.

Um sofrer destes é para sabermos onde fica nosso ponto fraco; onde iremos sofrer se não soubermos a vida levar, se não soubermos como conduzir o emocional, e no golpe certeiro neste ponto caímos e temos duras provas antes de levantar, é também uma amostragem que somos muito sensíveis, e esta sensibilidade é provação para uma missão que nos trará alegrias no trajeto.

Tudo é compreensão de que todas as maneiras de viver e até sofrer são para o crescimento interior, para o burilar dos sentidos mais altruístas, do conversar com o altíssimo sem dúvidas a ter de que é ele a nos responder.

 

Nosso corpo; maquina perfeita.

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Maquina perfeita, moldada às nossas necessidades neste plano, sem defeitos, sem problemas, sem adaptações a serem feitas, apenas o obedecer de seus limites, porem estes estão além do que podemos imaginar muitas vezes, não necessitando de cuidados precisos quanto à alimentação nem mesmo manutenção, perfeito funcionamento e aparência de agradar, bem como moldável a qualquer nova situação que se apresente.
Porem estamos sempre a colocar-lhes dificuldades, por em risco seu perfeito funcionamento, que mesmo muito antes do desgaste pela idade começa a falhar, começa a se apresentar um corpo de difícil manutenção, de alimentação que se torna deficiente, e aos poucos nós o envenenamos com tudo de ruim que um corpo possa não suportar, química e alimentos vários, vícios que degradam o interior do corpo e o mais perigoso dos envenenamentos; o emocional, que sucumbindo a não entendimentos da vida se entrega aos vícios, ao nervoso descontrolado, a alimentação voraz sem medida das verdadeiras necessidades do corpo.
Adquire então aversão a alimentos, através do flagelo do corpo que não pode mais ingerir açúcar que é essencial. Não podendo assimilar mais o sal, outro componente necessário ao corpo, não podendo ingerir vários alimentos que o corpo por nossa culpa aprendeu a não aceitar, para não piorar a doença que colocamos nele.
É nosso nervoso, nossa ganancia, nossa superioridade através do orgulho, nossa ânsia de vitória sobre outros; e quando esta não é possível são as noites mal dormidas que nos vem, e com tudo isto e muito mais destes absurdos, nosso corpo perfeito se torna aos poucos um traste, que trabalhou muito para juntas valores monetários para uma velhice tranquila, mas que será gasta em medicamentos, que passou noites mal dormidas ou anos sem férias, ou alimentação mal digerida para no final ter de tentar consertar tudo que de errado fizemos a ele.
Somos tolos muitas vezes, nos foi dado um corpo perfeito, porem nós não somos perfeitos, e estragamos a perfeição que nos deram; e através do carma temos corpos já com falhas graves, com membros atrofiados por nossa culpa grandiosa em outra encarnação.
É nossa sina, enquanto não soubermos nos valorizar, não saberemos valorizar o corpo que não precisa de sofrimento para se manter em forma, apenas amor; que não precisa de embelezamento, porque ele é bonito, precisa só de amor que venha de dentro, e toda a pele e má aparência se regenera, pois o corpo era perfeito no inicio, nós o maltratamos, o colocamos doente, e só nós podemos retirar estas doenças, só nós podemos lhe devolver a beleza que nos foi dada pelo Criador.
E quando para lá voltarmos teremos que dar conta do que fizemos de bom ou mal ao corpo que nos foi dado, se o flagelamos além do que nosso carma exigia, teremos mais dores físicas da próxima vez, se o tratamos bem apesar das dificuldades encontradas, seremos felizes em próxima investida carnal, seremos mais perfeitos fisicamente para poder resgatar nossos pecados.
É a lei da reencarnação, é a lei do aqui se faz aqui se paga, é a lei do plante hoje para colher amanhã. E destas leis todos estão sujeitos.