VIAGENS, DESCOBERTAS

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A descoberta de si em si mesmo; é o procurar pelo que julga perdido, porem encontrar mais que imaginava existir.

Esta descoberta é a essência da vida espiritual, a compreensão do que de mais forte há em nós, o poder divino.

A descoberta de si é a descoberta do Cristo, de Deus como nunca havia imaginado; entender que ele é mais poder se estivermos à mercê de suas vontades, e todo seu poder a nós é permitido para que sejamos felizes inteiramente, não apenas no plano matéria, não exclusivamente no plano espiritual, mas muito mais do que possamos entender em nossa atual forma primitiva de pensar.

Se descobrir é desvelar as ocultas formulas da vida além-vida, entendendo dos meandros do pós-corpo carnal, vivenciar a morte em sua pujança não temendo sua chegada, ver que a vida não termina após os olhos físicos se fecharem no derradeiro dia, mas sim que a vida começa quando estes olhos deixam de vislumbrar o plano matéria.

A descoberta de si em si é a evolução até mesmo do espirito, o esquecimento do tudo que existiu, e novos aprendizados a serem compreendidos; se auto conhecer é vislumbra verdades que não existiam; porem não serem verdades daquele momento, e depois da decaída ao poço da total ignorância e queimar todo conhecimento e fé existente até então; começar a delapidar o diamante bruto que agora se coloca a disposição do ser investigativo.

É jogar fora tudo que acreditou até hoje, e procurar lapidar o diamante que bruto foi outorgado quando da criação deste mundo, aprender novas possibilidades de vivencia do Deus em nós, através do Cristo que está a nos orientar.

A descoberta de si em si, é saber o que mudou em nós, para que precisemos novas descobertas assimilar, novas interpretações dar ao que em nós existia.

O DESCANSO NO DESENCARNE

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No descanso do desencarne, revemos o de errado fizemos e o que prometemos, mas não levamos avante.
No descanso do desencarne, curamos feridas que causamos na alma, e resgatamos a consciência do carma que tempos a quitar.
No descanso do desencarne, voltamos ao que realmente somos, anjos na procura do crescimento e no entendimento de todas as verdades do superior Ser.
No descanso do desencarne, idealizamos roupas carnais mais adequadas ao novo momento.
No descanso do desencarne, entendemos porque fomos tão falhos e porque não podemos ser mais próximos da perfeição quando neste plano.
No descanso do desencarne, voltamos a viver e compreender do porque tanto sofrimento ao nosso emocional, que faz nosso corpo ir além do que supúnhamos aguentar.
No descanso do desencarne, a verdade se desvela aos nossos olhos mais uma vez, e tudo quanto precisamos assimilar vemos, mas não podemos assumir tais conhecimentos, porque são ensinamentos a serem marcados em nosso espirito através do entendimento quando encarnado, através da realidade do sofrer por não querer aceitar, e porque só através do emocional maturado se pode crescer interiormente.
No descanso do desencarne, a dura realidade do que somos e porque assim somos, e o que podemos fazer para mudar, mas não saberemos de nada disso quando novamente encarnados estivermos.

A TEMIDA MORTE

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Sou a morte daquele que teme a própria dura realidade.
A maldição de seus anos de erros que não aceita se assumir.
A perseguição sem fim de sua não procura de minha real existência.
O desentendimento que lhe confunde nos momentos de aflição e que quer minha presença e não o atendo em seu desejo de morrer.
Sou seu desespero em tudo que acha ser perseguição do mundo, porém quem te persegue é sua ignorância, não minha presença.
Pare de temer a mim, comece a temer a ti, porque todo sofrimento que passa e tudo que teme passar é culpa tua em não querer me desvendar.
Sou da vida a única realidade, tudo ao redor ficção que manipula para a realidade, e nestas conquistas não dosa o que deve ser bom ou ruim a ti e que possa satisfazer a mim.
Sou a morte que em que vive, e não a morte que te pegará.
Porem acredita estar vivo, mas está morto desde que nasceu e morrendo a cada dia que não procura a luz.
Sou a morte a amedrontar todos os seus dias de escuridão, em que teme me procurar para esclarecimentos, pois a morte é ignorância da luz.
E não mais morreras no dia que não mais me temer, mas ter-me como amiga e aliada nos conhecimentos sinceros que procura, porque a vida só será eterna quando eu deixar de ser amedrontado inimigo seu; o que nunca fui por minha conta, mas sim por seu desejo, por seu receio de se encarar quando desencarnado.

 

Um mal momento

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Às vezes saio por ai a me procurar não sei onde me perdi.
Será num beco da vida a me enganar, com alguém a me iludir?
Será numa deserta via a ver o vento passar e eu ali a esperar que algo me acontecesse?
Ou até mesmo numa esquina confuso me procurando, por onde eu teria virado, para que caminho fui?
E agora estou perdido; tudo isto a me confundir, estou a me procurar, a ultima vez que me vi estava bem, um pouco frustrado, mas bem, estava cansado da vida que levava; porem não pensava loucuras fazer, no entanto estou aqui agora a me procurar sem ter um mínimo de ideia onde fui parar; se estou a vagar por desertos penhascos quase a cair, se estou a nadar sem querer dar braçadas para continuar a me movimentar, se estou a caminho de minha total perdição, onde não me encontrarei jamais.
Não sei onde estou; só sei que me vejo perdido, confuso com resoluções que tomei e agora me arrependo, estreitos laços de amizade que viraram intrigas maldosas; amores violentos que tive e agora o sabor destes corpos me dão asco; não sei onde andei que me sinto perdido, não sei por onde transitei para em frangalhos ficar; quem sabe terrenos onde não deveria pisar, seus donos me traumatizaram o corpo que agora não pode e nem quer se levantar.
Um lago de peixes vorazes que me arrancaram pedaços e agora sinto falta deles, principalmente do coração que devem tê-lo devorado.
É tudo confuso em mim, não saber o que sou; se há pouco tempo atrás saberia de onde vim e para onde iria, hoje nem sei onde estou; somente que não sei o que sou; um farrapo humano talvez, uma piada de mau gosto contada, uma vontade de me vomitar para tudo isso acabar; infelizmente não sei, porém entendo que de alguma forma em algum lugar alguém pode me salvar, sei que este alguém existe, porem ele só se aproxima se eu pedir, se eu quiser, ele não o faria por sua vontade sem minha autoridade, pois perderia a chance de me ver aprender algo; sei que ele não me abandonaria se pedisse sua mão a me guiar; porem num quero fazer isto, não sinto vontade de a ele me dirigir, talvez outro dia, outra hora outra vida, mas o que fazer então; me despedir desta vida para tentar de novo?
Não; num vou fazer isto, tentarei encontrar este que poderá me ajudar em alguma esquina que já transitei; algum beco que me embriaguei, ou encruzilhada que me perdi, por entre pernas mal amadas que me refastelei, num sei onde procura-lo; sei que em algum lugar ele estará; quem sabe se eu pare a olhar para onde nunca olhei possa vê-lo, quem sabe se deixar de ser tolo inumano, para ser um coerente ser vivente possa vê-lo e pedir-lhe uma guarita em seu castelo, em sua casa, farei isto então, sentarei em minha humilde forma de pedir e o encararei firmemente, para aceitar o que dele possa vir em forma de ajuda, de palavra e alento, olharei para meu interior e o procurarei, pois foi o único lugar que não transitei ainda, meu interior, não sei o que lá existe, pois nunca esta curiosidade tive, sempre me disseram das maravilhas deste interior nosso, porem achei tolice ouvir, bobagem de acreditar, mas quem sabe se já fui em infernos deste mundo, porque não tentar um lugar diferente para saber se é realmente o que falam, a casa do Pai, sei não se é possível encontrar alguém dentro de mim, acho que só um doido moribundo querendo morrer tem dentro de mim, onde já se viu um santo ser dentro deste corpo decrépito emocionalmente e fisicamente, mal cuidado por seu próprio abandono, vê lá se num lugar imundo como meu interior tem alguém de tal complexidade e bondade como dizem, mas de qualquer forma tentarei, sei lá, Ele talvez saiba conviver na sujeira que sou hoje, ou Ele tenha um canto dentro de mim onde tudo seja perfumado e arrumado, seja bem visto e querido, irei lá, e se o conhecer quem sabe o ouça, o entenda; e se Ele for o que dizem posso até ouvi-lo e seguir seus conselhos, acho que tenho que algo tentar, algo de novo fazer, pois de porcaria já fiz de tudo neste mundo, e cansado de lugar algum que valha a pena chegar, veremos então se este lugar maravilhosos que já ouvi falar pode me ajudar, irei lá.

Testamento aos amigos e inimigos

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Aos amigos e conhecidos, deixo paz, amor e alegria, um tanto de esperança e outro de orgulho em tê-los conhecido, também deixo tudo de bom que passamos juntos, tudo de maravilhoso que fizemos para nosso bem estar e de outros que a nosso lado nem mesmo fisicamente estavam, pois sempre achamos que o amor ao próximo, mesmo que não esteja tão próximo, é a melhor coisa a fazer e deixar a humanidade.
Deixo também esperança que tudo que tenha acontecido de bom, se repita mesmo em minha ausência continuem; pois foi nosso pacto de amor fraterno que tudo continuasse após a partida de qualquer um que fosse.
Por fim, deixo o que mais preso a felicidade em ter conhecido a Deus através de vocês e dos planos que arquitetamos e realizamos, sei que ele, grandioso onde mora, se orgulhe de mim e de todos nós também, porque nunca descumprimos seus sábios mandamentos, suas regras rígidas porem corretas.
Para os que não considero inimigos, porem me consideram seu inimigo, deixo minha tristeza por me tratarem da forma que me trataram, embora tenha certeza não ter colaborado nesta intenção de ter vossas inimizades.
Sei que não agradei a todos, nem intuito disto tive qualquer dia, queria apenas ser eu mesmo, a humanidade que vive próximo a mim, e acredito que fui o melhor que pude ser; porem a alguns não agradei, fazer o que. Nem o mais sábio dos homens foi quisto por todos, mesmo hoje ele é repudiado.
Desejo aos que não me consideram amigo paz e harmonia dentro do que consideram paz e do que consideram harmonia; e agora faço um pré-conceito, o de que ninguém consegue ser realmente feliz, e em paz na vida se não souber a verdade das leis do Criador; não saberia nunca o que é ser verdadeiro, não saberia o que é uma feliz e sábia criatura vinda do Pai.
Deixo então para os meus “inimigos”, carinho e sinceridade de sentimentos; não pude fazer nada por vocês por não poder me aproximar sem as tais suas pedras nas mãos, mas saibam que meu peito sempre esteve desarmado, sempre fui carinhoso em relação a seu repudio; e no momento de minha partida, do lado de lá; estarei a olhar por vocês mais que a meus amigos, porque estes já tem quem os receba no dia de sua partida, enquanto que infelizmente, por seus corações duros de emoções, de maldades que vi muitas vezes praticarem, não terão amigos de luz a recebe-los, e sim amigos das trevas, o que infelizmente sei, não poderei fazer nada para evitar.
Um carinho a vocês mesmo que em palavras, porque em ações e atitudes seria eu por demais criticado ou até mais.
Que o momento de vossa partida, um dia, seja de lucidez do que fizeram de errado; e por um instante, o instante final, peçam perdão mesmo que seja só a seus olhos serrados pela morte que chegou.

Vivemos no mundo dos espíritos

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Espíritos encarnados e desencarnados, espíritos abençoados e amaldiçoados por si mesmo, espíritos do bem e espíritos que só pensam no mal ao próximo.

Vivemos no mundo dos espíritos, onde os espíritos desencarnados fazem menos mal a nós do que os encarnados, onde os espíritos encarnados obsidiam os desencarnados mais do que de forma contrária.

Vivemos no mundo de espíritos sorrateiros, que fazem coisas escondidas, pois ninguém verá, ninguém saberá, então ninguém os punirá. Porem seu espirito em essência não concorda com nada disso e vê, e pune corretamente, sem piedade de sua inocência, pois sabe que inocentes foram os que sofreram por suas maldades.

Este mundo é dos espíritos impuros, que purgando seus erros em carmas passados, não entendem o porquê tanto flagelo?
Não compreendem o que fizeram para sofrer sem sessar, e não querem saber quando alguém lhes diz de seu passado negro, de vida passada mal aproveitada, pois se acreditar terá de entender que o que fez de errado neste plano Terra terá de resgatar um dia, e será de maneira tão violenta ou real como foi sua culpa ignorantemente assumida.

Este plano é dos espíritos encarnados que vem sem saber o que vão passar, e vão embora sem saber o porquê de tanto ter penado; a manipulação espiritual tentando nos colocar a prova com nosso livre arbítrio.

Espírito que não proíbe nada, que não diz nada, não explica nada, apenas vê e depois mostra quando tudo acaba, quando desencarnado mostra o que de errado fizemos, que maldades provocamos e quanto irá custar tudo isto.

Este mundo é dos espíritos zombeteiros; que em seu carma desencarnado tem de rir dos menos inteligentes, ou dos inocentes por conveniência, fazendo destes um palco para palhaçadas as mais variadas, as mais perversas para com o carma que este encarnado tem a cumprir; porem este encarnado resolveu de livre vontade se entregar a um zombeteiro para melhorar sua vida financeira, sentimental ou outra coisa que ache poder ser melhor, mas que vai de contra o que foi planejado por ele mesmo antes do encarne.

Este mundo é dos espíritos, somente de espíritos, pois matéria não tem vida, matéria não existe sem espírito, matéria é apenas energia condensada e nada além disso.