VIDA ETERNA

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Acorde para o mundo das ilusões e tenha a ilusão que está vivo.Saiba como morrer com sabedoria e terás vida eterna.
Viva na obscura verdade e terás a morte eterna.
Acorde para viver a vida eterna.
Lute com garra e saberá descobrir como evitar a eterna morte.
Não de ouvidos a outras bocas, nem ame outros corações.
Feche os olhos para ver a verdade e ouça o coração para escutar a realidade.
Não faça de sua vida sua morte.
Não faça de sua morte a sua vida.
Tenha uma vida plena para um desencarne feliz.
Tenha uma morte consciente para descobrir a vida eterna.

Neste poema de complexas verdades se pode notar a intenção de mostrar que esta vida; ou precisamente esta encarnação é uma ilusão; algo como teatralização deste plano.

Acordar para o mundo das ilusões é ter consciência de que tudo neste plano é passageiro, nada definitivo; e o que fizer aqui, aqui ficará; ilusão, pois tudo que conquistar aqui não poderá ser levado; a ilusão de que está vivo é a sensação de estar crescendo espiritualmente; a ideia de que se está no caminho certo para o céu como alguns apregoam.

A ilusão de estar vivo dá a muita gente a confiança que é puro e amado plenamente por Deus, algo errado pois estão simplesmente tentando agradá-lo, e tentando conquistar a confiança Dele para galgar patamares melhores dentro do próprio carma.

O “Deus nos ama” é coloquial; Ele não odeia ninguém, então este amor é o único sentimento que nutre por nós.

Morrer com sabedoria é um acontecimento; morrer e desencarnar são duas coisas completamente diferentes; o desencarne é simples de explicar; o abandono do corpo após uma passagem por este plano; o morrer é terminar uma fase junto ao crescimento espiritual; morrer dentro do que há de pior no ser humano; o egoísmo, o egocentrismo e tudo que se inicia com ego, e não mais ter pertences de tipo algum; pertences estes que podem existir, mas não angariar amor exacerbado de seus donos.

A morte com sabedoria é procurar o crescimento ainda encarnado; chegar ao fundo do poço para aí se elevar a patamares nunca imaginados.

O fundo do poço é assumir todas as agonias e desgraças que lhe acontecem, sempre perdoando de coração aquele que lhe ofendeu; passar pelas situações mais adversas, até mesmo sem saída, tendo sempre a inabalável fé, isto é a morte com sabedoria; num dado instante a luz divina, a paz interior, o Cristo em pessoa lhe possuirá, lhe trará a vida eterna nesta encarnação; a partir daí, você terá um desencarne como todos têm, mas não estará mais morto, estará vivo pela eternidade. Isto significa que saberá os porquês de seus desatinos, e suas necessidades serão postas pelo plano astral sem esforço algum de sua parte.

Não precisará de fortunas materiais mesmo sabendo que poderia conseguir com facilidade; não mais desejará conforto desnecessário, porque seu mundo já não é mais aqui; estará com o corpo neste plano, mas terá plena consciência que lá é muito melhor; que lá é sua morada eterna e aqui só uma estação ferroviária, e que está esperando o próximo trem a partir.

Viver na obscura verdade é ter a ilusões de que este plano, e tudo que se aprende aqui são as verdades de Deus.

Na obscura verdade ninguém está vivo, se está morto; assim como Adão e Eva ficaram quando comeram do fruto proibido; morreram em seguida, mas ficaram encarnados mais 800 anos para terem filhos.

Esta é a obscura verdade, a verdade de que o que estamos é vivos; e a morte seria o esquecimento do que se aprendeu aqui, de que nossa evolução moral principalmente, tem de ser jogada num caixão para apodrecer junto com nosso corpo; achar que ser bom nos abre as portas do céu pela eternidade e pedir perdão às vésperas do desencarne nos abrirá as mesmas portas.
A obscura verdade é aquela que melhor soa aos ouvidos do pecador; aquela que não machuca a sensibilidade atrofiada, que engana totalmente; viver na obscura verdade é tapar o sol com a peneira, e assim terá morte eterna, a morte que irá superar o desencarne, várias dezenas de desencarnes, até que um dia numa encarnação, queira esclarecer esta verdade obscura, e então a morte eterna terá fim.

Acordar para viver a vida eterna é saber que seu encarne é prisão, para que saiba e possa descobrir um novo horizonte, e passar a sentir a vida eterna na veia de seu corpo espiritual; o Cristo é a vida eterna, e ele está dentro de cada ser, sempre esteve e sempre estará; Ele é a vida eterna, e nele que temos de viver; Ele é a união e a ramificação celular nossa com Deus.

Lutar com garra é procurar sanar seus erros e falhas, evitando a todo custo os mesmos deslizes desta encarnação e de anteriores; procurar humildade ao sofrer, não culpando terceiros e nem Deus, mas se arrepender de estar passando por tudo isso por sua culpa mesmo; erros têm de ser pagos um dia, e tu estás pagando agora.

Agradeça a Deus pela pesada cruz que carrega; se Ele lhe deu este peso todo, é que confia em você para esta tarefa, então abençoe seu sofrimento porque o Pai sabe que és forte para esta tarefa, e está fazendo grande honra ao Criador; desta forma saberá e já estará a meio caminho de descobrir a vida eterna.

Ao entrarmos em contato e acreditarmos nas inverdades religiosas que aqui se pregam nos distanciamos de Deus, tornamos esta vida eterna, eternamente distante.

O saber de Deus só começa com os ensinamentos vindos da Bíblia, e se completam com os ensinamentos vindos de dentro de si; porque a sabedoria guardada e abandonada dentro de nós é imensamente maior do que os da Bíblia; a palavra é só um pálido livro sobre Deus, enquanto nosso interior é Deus.

Então deixe Deus se expressar através do Cristo interior e as verdades Bíblicas serão palavras profundamente compreendidas.

Ouvir mestres espirituais encarnados ou desencarnados é o início de um aprendizado, porém com o passar do tempo temos que abandonar os mestres encarnados, e um dia seremos abandonados pelos desencarnados que não mais nos instruirão; durante algum tempo seremos só nós no mundo da fé, um teste para provarmos nosso valor, até que um dia como disse Jesus, uma lamparina se ascenderá e todos quanto perto estiverem, saberão desta luz, e muitos desejarão esta claridade, isto quer dizer; não mais terá mestre espiritual, porque serás um mestre ordenado e assistido pelo Cristo em pessoa.

Não faça de sua vida sua morte; ou seja, não estrague conquistas anteriores fazendo aquilo que o coração condena, não desmanche o que levou encarnações para conseguir; lutas conquistadas não podem ser desmerecidas, pois tais conquistas são importantes, evitando novos erros pretéritos além de atingir a plenitude emocional coerente, poderá evitar atrasos por vezes seculares em se chegar ao Cristo interior: assim como não devemos nos apegar de maneira tola a bens materiais, isto é fazer de nossa morte a nossa vida.

O apego material é a concretização desta morte em vida; ficar preso ao plano terreno mesmo após o desencarne; dar valor exclusivamente ao que o poder consegue; o poder que é em verdade sem valor frente à sabedoria infinita.

O apego à matéria é a escravidão do espiritualismo vazio, daqueles que não tem verdadeira fé em Deus, ou não pretendem ser arrebanhados pelo Cristo interior; o materialismo é o freio ou até a ré dos seres encarnados.

Desde nosso encarne nos preparamos para o desencarne, então temos de levar uma existência plena, regrada nas verdades de Deus, para uma passagem feliz.

O desencarne é nosso cotidiano, não a obscuridade que nos engole, nem o caldeirão incandescente que nos consumirá; apenas o abandono do corpo para uma reciclagem espiritual e nova etapa para o crescimento.

Então temos que nos preparar para este dia de forma sábia e saudável emocionalmente; pois assim como uma criança chora pelo trauma ao encarnar, nós temos de evitar o mesmo trauma ao desencarnar; em se fazendo desta forma teremos um desencarne consciente, para um dia podermos saber das verdades reais da vida encarnada e desencarnada.

Em verdade tudo isto é uma pálida ideia dos mecanismos reais a serem usados, para se chegar à plenitude do Cristo interior; ele está vivo, e existe em todos nós.

Jesus de dois mil anos atrás nos trouxe o seu Cristo, e com autorização expôs toda a verdade rumo à conquista individual da consciência divina, aquele Cristo nos disse muitas coisas, as mesmas coisas que o nosso Cristo pode dizer; pois é um só, devemos abrir os ouvidos ao nosso interior, mesmo que não ouça nada de seu interior mais puro, que é parte integrante do Pai, ele saberá que queres a verdade, então esta verdade surgirá à sua frente de um modo ou de outro.

Procurar o Cristo interior não é somente olhar para dentro, é olhar para cima, para galgar patamares de devolução mais sábios e conscientes.