SOMOS O QUE SOMOS

Zalеvskij75 - 111

Assumamos o que somos, verdades sem fundamento, necessidades de mostrar o que não temos e vantagens inexistentes que contamos.

Somos o que não somos, falsos em amostragem do perfil perfeito que não temos, que escondemos e não conseguimos assumir é o que somos, inverdades a nós e ao mundo, falsidade sem precisão de ser por assim dizer; querer ser alguém para outros alguéns.

Querer ser o que nunca poderemos ser, mostrar o que nunca vamos ter em verdade ou, o que não somos em realidade, é nossa vontade de ser alguém; porém não procuramos nos enriquecer em nosso crescimento e sim em nossa falsidade, não procuramos esta realidade com veracidade; apenas na ignorância que as vezes é até santa inocência, mas por acharmos que deveríamos e porque gostaríamos que fosse assim.

Ingenuidade de querer agradar a quem não se interessa por nós; a de querer agradar a quem é tão ou mais falso que nós, a verdade que não queremos ver nem mostrar a quem tem menos ainda que nós.

Tudo isto é nossa ciranda de vida, sermos o que não somos para agradar a quem achamos importante; porém este importante é até mais falso que nós; até mais carente de aproximação de amigos e amores, até mais falho, e mais infeliz, muito mais impotente em se realizar interiormente e se realizar exteriormente onde não tem competência real para se mostrar executivo de sucesso.

Um inconsequente com suas emoções, até a sua de forma incoerente, aproximando e seduzindo, se firmando e conquistando quem lhe parece um desafio e não uma afeição.

O que lhe parece uma barreira a ultrapassar do que um alguém de valor conquistar.

Somos o que somos; falsos até mesmo conosco, até mesmo com quem se aproxima de nós em amor e carinho a trocar, pois não sabemos a este avaliar nem a nós mesmos, não sabemos se este quer nos malograr ou simplesmente nos fazer de tolo, tudo porque não sabemos ao mundo corretamente avaliar, e entramos em depressão sempre que notamos não entender algo que ocorreu, algo que em nós perturbou o desajuste de personalidade que persistimos em alimentar.

Somos frágeis emocionais por conta disto, fracos sentimentais por conta deste mesmo motivo, e não saberemos quando estamos a amar alguém verdadeiramente, se não entendermos o que é o amor em nós, o que é amar ao mundo num geral.

Somos infelizes tolos por não entender de tudo isto; e o tudo isto que vivemos é o universo que podemos manipular; porém não o fazemos por não entender como funciona, não entendemos como se realiza o que desejamos sem machucar e magoar, sem ferir ou até envergonhar quem gostamos ou quem nem conhecemos.

Somos o que somos; nada até descobrirmos o que somos.