POUCA INSTRUÇÃO

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A pouca confiança do ser leva a desconfiança do saber; entende-se que quem pouco estudou pouco sabe, e quem pouco sabe nada entende, portanto na visão dos estudiosos; ignorante é todo aquele que nada estudou, e desta forma é resignado aquele que pouca chance na vida teve de aprender, a uma pobre pessoa a migalhas da vida profissional tomar, por conta de sua pouca instrução acadêmica; porém não se pode ver desta forma tosca as variantes de uma pessoa.

O grande saber não vem de faculdades e livros, porém de sua visão, seus cinco sentidos que são aprimorados para um entendimento que poucos conseguiriam admitir. Não saberiam dizer de onde pode este ser, adquirir conhecimentos que são reais, porém não estão registrados em nenhum curso de especialização.

É a faculdade do ser em compreender o que vê, pouco se importando se estes ensinamentos estão corretos dentro dos parâmetros de instrução ou não; é o aprender e utilizar por entender que estão corretas estas colocações.

Sua visão do mundo é diferente, mais aguçada, mais profunda e muito além de outros, não vem de uma inteligência cultivada nesta vida, mas já florescendo que foi plantada em outra; não precisa de maturação, apenas de refinamento do que sabe ver, um nobre momento para se pensar nos que em pouca instrução sabem muito mais que outros catedráticos e doutores, que a duras penas decoram formulações, e estes nunca souberam destes experimentos que manipulam tão bem, apenas sabem com larga vantagem sobre os estudiosos.

Isto é coroação de um aprendizado árduo de uma vida passada, um resquício do bem que possa ter realizado, ou mesmo um aprendizado para futura colocação mais preciosa no futuro.

Se nada acontece por acaso, por um motivo que possa ser até aos mortais de instrução regular uma vantagem; pessoas que são preparadas a este nível, se deixam serem usufruídos em tudo quanto possa repassar, porquanto estes que são realmente sábios desconhecem os defeitos do axioma “ismo” por não pratica-los, por estarem evoluídos ao ponto de compreender que egoísmo, egocentrismo entre outros, são prova de involução; que se procuram a verdade eterna, não devem se prender a tolas colocações emocionais, a pobres predicados que tanto prejuízo já deu a humanidade; os nãos estudiosos convencionais são aprendizes da vida, e nunca assumiriam ter tirado um diploma; jamais se sentiriam formandos pela faculdade da vida, porquanto esta só será concluída quando não mais precisar vir por carma a resgatar, até lá são meros aprendizes e instruem quem a seu lado pedir uma informação.

São eternos estudantes encarnados, porem seres de índole irretocável; que mesmo em deslizes como todo ser humano, sabem estar errados e ao perdão se lançam em pedir.