CINCO MOMENTOS DE AGONIA, SOLIDÃO E DECEPÇÃO.

depressao

-I. Não sei se sei o que fazer da vida em momentos de aflição, é a sensação de tudo dever terminar, não sentir futuro, nem mesmo o passado que tenha sido bom neste momento de revisão.

Não sei se saberia recomeçar, se conseguiria aceitar o que até hoje com dificuldade concordei; se faria de tudo novamente para ter o pouco que conquistei.

Não sei se valeria a pena me atirar, me prostrar frente aos desejos do tal Criador, visto que pouco senti de sua presença em mim até o momento.

Não sei se oraria infindáveis prólogos em sua homenagem, para sua satisfação, posto que a minha é determinação de conquistar e não agradar simplesmente.

Não sei se saberia tudo refazer, se bem que nem sei porque fiz, quem sabe de outra feita possa compreender do porquê tanto sacrifício que pouco em mim resultou, pois me sinto mesmo inútil ser que procurava a verdade, e esta não sei se encontrei ou reconheci.

 

 

 

-II. Tenho vontades; mil necessidades, desejos contidos que não saberei se um dia exporei.

Tenho porque a serem sanados, perguntas a serem respondidas, e não creio que as tenha antes de minha passagem.

Tento encontrar comigo mesmo tantas vezes e acredito quem já o tenha feito, e não me reconheci, porquanto sou muito diferente do que vejo no espelho; muito além do que imagino ser.

Faço por merecer bom grado quando me entrego em sacrifício físico ou espiritual, na procura do que possa me satisfazer, e única consequência é desgaste a meu corpo ou decepção em minhas orações.

Se tudo faço errado porquê por aqui estou, porque em minhas carnes ainda hábito; será que este é meu pior penar?

Será que é o desejo d quem de mim tem birra e pirraça faz até que me entregue prostrado em sangue?

Ou é o tal carma que nunca soube compreender, jamais saberia explicar e devo viver até meu último dia?

 

 

 

-III. Na solidão cada um recebe seu quinhão, de sabedoria ou abandono, de alegria ou agonia.

Na solidão sentimentos afloram, em beleza e formosura ou desespero de não futuro.

Solidão é procura insana do intimo que não encontra, do desejo que se foi e não sabe para onde; ou a meditação feita sem posição corporal, simplesmente se entregar a si sem medida.

Solidão da vida ou na vida; estar só ou se sentir só; tantas possibilidades a nos enriquecer ou empobrecer, basta que saibamos o que procuramos em nosso silencio; e quando esta abandonarmos um tesouro poderemos ter trazido.

Ou não.

 

 

 

-IV. Magoas na vida temos de monte, sentimentos fortuitos a nos assolar, e no abandono a esta muita coisa perdemos se não soubermos nos controlar.

A lagrima que corre sem ser impedida, o sorriso sem brilho e os olhos que não brilham mais.

Verdades que procuramos, e que não achamos ou o que encontramos não nos faz bem; mas é vivencia a ser compreendida, sabedoria a ser adquirida.

E nas tantas viajem a si mesmo, muito podemos trazer, de verdades absolutas deste momento, ou mentiras descobertas sobre nós mesmos.

Viajamos mui tristes em nosso íntimo, porque fora de nós nenhuma pode ser tão melindrosa por encontrarmos só abandono do que não mais precisamos e esquecemos de esquecer.

 

 

 

-V. Tudo vai de nosso bem querer ou querer entender; porem nem sempre aceitamos o que vimos duvidamos.

Nosso intimo que se mostra como não gostaríamos e nos faz odiarmo-nos; flagelarmo-nos na procura do suicídio intimo impensado.

Mas nada se pode fazer, assim somos, e assim devemos ser, até encontrarmos com amor o que possa nos mudar interiormente.

É o crescimento que viemos procurar, trazendo tranqueiras do passado a nos aprisionar aqui por muitas encarnações, se não soubermos e quisermos verdadeiramente tudo aquilo abandonar.

A vida então se faz bela se soubermos com tudo isso viver e aprender, ou podre em essência se trancarmos os pés em todo este turbilhão de momentâneas verdades interiores.