SOMOS A PROMESSA A SER CUMPRIDA

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Por entre camas e beijos me procuro, a procura que sinto não estar.

Por entre situações avessa da minha vontade me encontro, mas não sou eu, sou personagem que tenta sobreviver, mas não existe, e acaba por perecer.

Por entre outras tantas me envolvo e me perco mais ainda, quando em verdade deveria procurar a luz que estou a implantar. A luz que para mim deve ser guia cada vez mais de mais clareza.

Mas me perco na procura do que não é deste mundo neste mundo; vivendo o que deveria ser eu, mais coerente com meu desejo; me ponho a me manipular ao invés de aproveitar os frutos que desta arvore aos poucos estão a alimentar cada vez mais pessoas.

Sou o que sou, mas preciso me lapidar, me tornar mais eu, mais o que desejo ou o que deseja de mim a mente superior, e parar de me procurar por entre lençóis, braços e pernas outras.

Tenho razões sem razão, explicações em explicação, e nas tantas entregas infrutíferas de me achar onde torço estar, desiludo-me, perco-me, levando muito para depois me encontrar e colocar-me no caminho devido.

É a vida que escolhi, que resolvi para mim colocar, e me sentirei muito além do que possa imaginar no futuro, muito melhor do que possa qualquer um imaginar.

O bem-estar que me espera, se desvencilhar-me das dificuldades que procuro colocar para mim, se procurar me encontrar longe de outras pessoas, e sim na clausura de meu ser.

E quando isto conseguir ao mundo poderei me lançar com formosura e fortaleza, de não ser vencido por nada, ninguém nem por mim.

Tudo faz parte da vida escolhida, e mudar isto durante o trajeto é performance que trará tragédia, que fará perdas irreparáveis porque não será cumprido o prometido.