SOMOS A PROMESSA A SER CUMPRIDA

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Por entre camas e beijos me procuro, a procura que sinto não estar.

Por entre situações avessa da minha vontade me encontro, mas não sou eu, sou personagem que tenta sobreviver, mas não existe, e acaba por perecer.

Por entre outras tantas me envolvo e me perco mais ainda, quando em verdade deveria procurar a luz que estou a implantar. A luz que para mim deve ser guia cada vez mais de mais clareza.

Mas me perco na procura do que não é deste mundo neste mundo; vivendo o que deveria ser eu, mais coerente com meu desejo; me ponho a me manipular ao invés de aproveitar os frutos que desta arvore aos poucos estão a alimentar cada vez mais pessoas.

Sou o que sou, mas preciso me lapidar, me tornar mais eu, mais o que desejo ou o que deseja de mim a mente superior, e parar de me procurar por entre lençóis, braços e pernas outras.

Tenho razões sem razão, explicações em explicação, e nas tantas entregas infrutíferas de me achar onde torço estar, desiludo-me, perco-me, levando muito para depois me encontrar e colocar-me no caminho devido.

É a vida que escolhi, que resolvi para mim colocar, e me sentirei muito além do que possa imaginar no futuro, muito melhor do que possa qualquer um imaginar.

O bem-estar que me espera, se desvencilhar-me das dificuldades que procuro colocar para mim, se procurar me encontrar longe de outras pessoas, e sim na clausura de meu ser.

E quando isto conseguir ao mundo poderei me lançar com formosura e fortaleza, de não ser vencido por nada, ninguém nem por mim.

Tudo faz parte da vida escolhida, e mudar isto durante o trajeto é performance que trará tragédia, que fará perdas irreparáveis porque não será cumprido o prometido.

A DELICIOSA DOENÇA QUE SE CHAMA PAIXÃO.

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A paixão é uma doença deliciosa, com efeitos colaterais fantásticos; e no tratamento que se deseja jamais terminar; o carinho com que se é tratado, a vontade de dosar corretamente os medicamentos que manterão o adoentado com saúde, porém cada vez mais dependente.

Nesta vontade de dependência se procura múltiplas formas de dosagens, porém todas as maneiras levam ao que se mais deseja, ficar cada vez mais a mercê de quem quer de nós cuidar, e na reciprocidade do carinho recebido, fazemos o possível e impossível para agradecer, sempre da maneira mais carinhosa e às vezes uma vontade quase violenta de se empenhar.

Esta doença chamada paixão pode também evoluir e se tornar amor, muito mais densa e permanente, com meandros complexos de tratamento e possível não cura, mesmo que o vitimado queira desta se ver livre.

O amor progride e consome o ser, dando mais força interior e eliminando qualquer tipo de stress, demonstrando serem seus efeitos colaterais mais profundos e irreversíveis que a paixão.

A cura pode ocorrer futuramente, quando o vitimado deixar de ter paixão ou amor; porém traz carência e dificuldades de reabilitação; portanto haverá dependência em alto nível a quem passou ou passa por tal situação.

Durante a convalescência da paixão o ser pode ficar com olhos brilhantes, calor do corpo intenso, mãos soando, arritmia, constante descontrole erétil, mentalmente dependente em uma só finalidade, e quando encontra a razão desta dependência um descontrole físico e emocional, onde perde a noção das palavras e o corpo sem controle se entrega em desvario que chega a ser perigoso, pelas possibilidades de pequenas violências e entrega de si sem dosar consequências.

Paixão e amor são constantes neste mundo, transmissível por olfato, saliva, secreções seminais, e olhar perturbador; seu tratamento deve ser continuo; porém dependendo do grau que atinge é irreversível sua cura.

Se entregue a estas deliciosas doenças, que só fazem bem ao corpo mente e espirito; ao mundo que muito precisa se descontrolar neste destruidor sentimento que corrói tudo que de ruim existe.

Seja feliz em ser mais um doente incurável, que precisa de cuidados eternos, e jamais desejará estar são; porque estar apaixonando ou amando é a sina mais desejada de quem verdadeiramente se ama.