O NÃO PECADO

ererer

Sexo não é pecado; mesmo que em entrega por gosto sem amor.

Não é errado, mesmo que sem sentimento profundo pelo outro ter.

Não é vergonhoso se na carência procurar se resolver.

Ou na vontade de estar com alguém que nos possa suprir.

Sexo não é pecado se não for usado como ganha pão; se não for utilizado como vingança ou humilhação.

Sexo é saudável se der vazão à boa emoção; se trouxer doce sensação; ou acalmar o coração de carinhos que o corpo precisa.

Vontade de sanar o vazio que a vida traz; forma de ser de alguém, mesmo que dure pouco, que seja rápido, mas que eleve o emocional.

Sexo é sensacional para viver em paz com o mundo, não é vergonhoso se souber administrar seu interior, é maravilhoso se compreender do porque existe, e delicioso se naquele instante deixar de ser individual.

Sexo é criação divina também; relacionamento íntimo com alguém; vontade de ser alguém a outro que nos quer bem, mesmo que este não nos leve muito além daquele instante; porque o que realmente importa é o equilíbrio emocional, se nos faz bem ter relação sem compromisso assumido, que mal tem.

Se nos cai bem assumir um amor eterno, melhor não tem; porem se nada disso for possível, mas uma descarga de emoções por absoluto prazer sem compromisso, mas com sinceridade, honestidade, e igualdade, e nosso coração assim permite; que mal tem?

Sexo é prazer físico e emocional, complemento de nosso íntimo ser, com outro que nos faça bem; ter junto ao corpo a química deliciosa e ativar secreções boas ao corpo; porém não sofrer para estes momentos ter; não se submeter sem lucro emocional levar, sem amor próprio poder aplacar.

Sexo é se entregar, ser feliz, que seja por alguns momentos, fazer o corpo vibrar, entender que somos universo individual, porém com vontades a serem compreendidas e completadas.

Sexo é viver bem consigo e com o mundo, e mesmo que não tenha um amor permanente, que seja um constante que traga felicidade; não nos veja com maldade, ou queira em nós só prazeres sem profundidade.

Sexo é também amor, se amar para se dar em delírio de prazer acreditando merecer; não é leviandade se for para carinho produzir de coração; não é prostituição se a única coisa a cobrar é sinceridade; não é vergonha se entender que a vida tem também a presença divina nestes momentos.

Sexo é a vitamina da vida, o tantra que leva a Deus, a Kundalini que traz a vida eterna; o remédio que revigora todo o corpo; que libera ácidos essências e elimina toxinas; rejuvenesce e faz o mundo ser mais amado.

Produz sensações de profunda afeição a quem não conhecemos, e milagres em dores e doenças existentes; o santo remédio ignorado pela humanidade; a pedra filosofal do bem viver.

Sexo é prazer individual adquirido com outra pessoa, não precisando depender de ninguém para manter esta deliciosa sensação; não necessitando estar ligado, se a moral implantada desde infância não exigir; e trazendo todo bem-estar do momento que foi passado se precisar de um estimulo a mais; sentir no corpo por muito tempo os prazeres e vibrações de um sexo bem feito, sem receio e com carinho.

Esta é uma exacerbação do sexo sem amor? Não; é uma sublimação do sexo pelo amor próprio, pelo desejo de estar vivo mesmo sozinho; de se sentir merecedor das boas alegrias da vida sem obrigatoriedade de pertencer a alguém; entender que se pode ser feliz sendo dono de sua existência.

E tudo neste mundo individual, deve seguir sempre a mesma lei básica, nos fazer feliz, e se assim formos verdadeiramente, tudo é possível se não ofendermos ao próximo.