AMANDO E SE AMANDO

amor-corac3a7c3a3o-coracao-namorados-paz-fakes-casal-fake-verde-deitados-na-grama-namorados-felizes-alegria-sentimento

Por entre encontros e desencontros da vida, muitos abraços e desafetos, muitos beijos e desgostos; muitas vontades consentidas e frustradas constatações.

Por braços e pernas amorosas um amor que não era profundo, e se extinguiu nos primeiros encontros, muitas promessas construídas na areia que o mar levou.

Nas bocas sedentas de amor e paixão, que era apenas fogo que pouco durou, que se esvaiu como o prazer que foi instantâneo e sem profundidade.

No sexo que era flamejante no primeiro instante; esfriando com o contato que foi rápido; o desejo de nada disso levar à frente. Simplesmente o prazer a ser sanado, como vontade pouca.

Mas as experiências se somam, enriquece quem sabe delas estudar os porquês, e dentre estes; a compreensão de que se quer mais que sexo sem valor, sem profundidade e almejar algo além da carne.

E se em verdade nada acontece por acaso, as lágrimas derramadas ao chão, foram para algo mais rico ser germinado; a sabedoria além do sexo sem amor, a vontade que perdura após muitas camas com a mesma pessoa.

A boca que sente saudade, o corpo que cansado não quer descansar, o desejo que se refaz ao primeiro molhado beijo.

O descanso é fatal, porém não demorado; a vontade é quase obrigatória, porque a paixão assim deseja; e tudo recomeça inúmeras vezes, reinicia para não ter hora de parar, e quando para é por exaustão total, não por extinção da vontade.

Se isso é amor, paixão, amantes insaciáveis ou procura de si persistentemente em outra pessoa não importa; o que vale é se sentir acima da moral colocada, do falso amor apregoado, de cada um dos envolvidos; porque não são homem e mulher, mas pessoas na procura da satisfação acima deles mesmos.

O sexo é criação de Deus, e nada se pode contestar quando algo deste quilate está ocorrendo, apenas deixar que siga seu curso, e todos quanto censurarem ou negarem os acontecimentos são amargurados, não tiveram a paixão docemente a lhes consumir, lhes roubar o sono em abraços deliciosos, em vontades perturbadoras ou beijos de adormecer os lábios.

Todas as verdades que se coloca, se propõe ou limita, perdem noção de horizontes quando nos entregamos ao amor, porque quem governa é o prazer de nos pertencermos a alguém, ser possuído sem receio de ser consumido; ficar enlouquecido com tantos abraços fortes, beijos deliciosos e roupas que desaparecem do corpo sem ao menos sabermos como isto ocorreu.

Tudo isto é a procura esperada, que muitas vezes se julgava não merecer, o prazer de a alguém pertencer, a vontade de criar raízes, mas continuar procurando a si neste plano, pois mesmo que seja alma gêmea; tudo no fim da existência terminará.

Mas tem-se que aproveitar, se amar, amar e perder os sentidos sempre que possível, porque deste plano nada se leva, só as emoções a nos enriquecer interiormente.