Briga domiciliar

-Bom dia mestre

-Bom dia meu querido, o que tens a me contar sobre seu dia?

-Nada querido mestre, apenas um amanhecer de lindo sol a me acordar logo cedo, porem perdi o prazer por este lindo dia quando um vizinho aos gritos, começou a brigar com a esposa.

-Mas porque teria ele feito isto?

-Não sei ao certo, me pareceu por uma roupa não lavada que ele necessitava pra hoje.

-Triste isto não meu querido; precisar de algo que não nos está a disposição; e sem respeito a quem pedimos algo, ou por dores, falta de tempo, ou esquecimento por ter a cabeça cheia com outros afazeres, não se deu conta do que lhe tenha sido pedido.

-Concordo mestre; mas esta certo gritar tanto, por algo que a pessoa fez de errado?

-Entendo que se você precise com urgência de algo, tenha de providenciar você mesmo, e não incumbir a terceiro que lhe faça este favor. Da mesma maneira que se outro precisar muito de sua ajuda; não assuma fazer por ela, se não tiver certeza que conseguirá.

-Mas era a esposa, e tinha a obrigação de fazê-lo, não concorda?

-Vejo que uma esposa não é uma empregada, e os afazeres são de pertinência dela, se esta não tiver trabalho fora do lar; porem não tem como controlar tudo, principalmente se for algo de extrema necessidade, é uma decisão dele então deixa-la a par do que precisa, e se ela poderá fazê-lo. E não procurar depois de ter percebido suas roupas necessárias não limpas, ir para cima da esposa reclamando de incompetência possivelmente.

-Então ela não tem culpa e ele foi exagerado?

-Volto a afirmar, se queres algo com urgência, providencie para que este seja encaminhado, ou por si ou de forma cautelosa a quem pediu, e não culpe a outra pessoa se ela não foi informada de sua urgência.